Edson MazzettoRecuperaçãoA partir do meio-dia de hoje e durante todo o domingo, o Calçadão da Avenida Brasil estará fechado ao tráfego A Prefeitura de Cascavel está deflagrando o Programa de Revitalização Urbana, com melhorias principalmente na área central da cidade. Entre os locais visados está a Praça Wilson Joffre, envolvida em disputa judicial desde o início dos anos 60. Durante todo este tempo raramente recebeu melhorias. A partir do meio-dia de hoje e durante todo o domingo, o Calçadão da Avenida Brasil estará fechado ao tráfego para permitir a recuperação.
Os trabalhos foram iniciados na área próxima do Paço Municipal em quadras reservadas ao Centro Cívico. O local era ocupado apenas por painéis de publicidade, circos ou parques de diversão. Os espaços foram arados e a terra adubada para ajardinamento. ‘‘Será um ponto nobre da cidade também em termos de visual’’, afirma o arquiteto Nilson Gomes Vieira, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, que está desenvolvendo o programa em conjunto com a Secretaria de Serviços Urbanos.
No Calçadão já foi feita a recomposição do ‘‘petit-pavet’’, bancos, jardins e arborização. Hoje serão iniciados reparos na pavimentação asfáltica da avenida. Uma equipe de 25 trabalhadores e máquinas serão utilizadas para o recapeamento. O Calçadão compreende cerca de 500 metros da Avenida Brasil, onde se concentram comércio e bancos.
A Praça Wilson Joffre, que ocupa uma quadra, será totalmente alambrada e será construído um portal. Internamente, será feito ajardinamento, reposição de árvores e reparos na quadra de esportes e sanitários.
A praça estava praticamente abandonada por causa de uma disputa judicial decorrente de uma ação movida em 1961 pelo pioneiro Geraldo Marques Saraiva (já falecido) e mantida por descendentes, reivindicando direitos sobre o valioso imóvel a partir de um ‘‘título de aforamento’’.
A prefeitura desapropriou a área em 1966, indenizando outra pessoa, que detinha um ‘‘título imobiliário’’ do Município e oficializou-a como Praça Wilson Joffre em homenagem a um médico pioneiro. Em 1968, um incêndio no Fórum destruiu toda a documentação relativa aos processos envolvendo a área e o caso se arrasta até hoje em tribunais. O advogado Miguel Uliana Cargnin, que estudou detalhadamente o assunto, afirma que direitos alegados por particulares sobre o imóvel podem ter base ‘‘em fraude ou erro judiciário’’.
O impasse resultou em impedimento legal, requerido pela família Saraiva, para o Município fazer investimentos no local. Por isso, a praça tornou-se ponto de reunião de desocupados e ‘‘trombadinhas’’, obrigando a polícia a constantes ‘‘arrastões’’.

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