Edson MazzettoCrianças em situação de risco deverão ser tiradas das ruas, de acordo com proposta do programaCrianças e adolescentes em situação de risco, principalmente usuários de drogas e vítimas de agressões e prostituição, serão atendidos em Cascavel pelo programa SOS Criança. Órgãos oficiais e entidades que atuam no setor se propõem a retirar os menores das ruas e de outros ambientes, encaminhado-os para o atendimento em pronto-socorro, instituições especializadas e, posteriormente, para o Juizado Especial e Conselho Tutelar.
Diferente dos programas que têm objetivo de abrigar os menores em instituições, o SOS quer ‘‘socorrê-los de forma emergencial’’, segundo disse no lançamento a coordenadora do programa e presidente do Provopar, Idalina Barreiros. A sede do Provopar centralizará as ações, entre 9 horas e 22 horas, com uma equipe de seis educadores de rua e alunos dos cursos de serviço social e pedagogia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Para o trabalho de rua, será utilizada uma Kombi adquirida com recursos do Fundo da Infância e Adolescência. A partir das 22 horas, o atendimento será feito pelo 6º Batalhão de Polícia Militar, que dará o mesmo encaminhamento. O Hospital Regional de Cascavel, mantido pelo Estado, será o principal local para o caso de usuários de drogas e outras crianças que necessitem de atendimento emergencial. A população poderá comunicar a existência de menores em situação de risco pelos telefones 225-8700 (Provopar) e 190 (6ºBPM).
O Ministério Público e a Justiça nas áreas de Família, Infância e Adolescência acompanharão todas as ações para garantir os direitos dos menores e responsabilizar quem os colocou em situação de risco, inclusive as famílias. Um levantamento feito na cidade indicou que de 75 menores que se concentravam no Calçadão, 44 eram da faixa entre 13 e 18 anos, 28 de 7 a 12 e 3 na faixa de 4 a 6 anos. Do total, 62% tinham pai e mãe e 18% um dos pais - o que indica que, teoricamente, a grande maioria poderia estar sob proteção familiar.

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