Cascavel inaugura parque com projeto de educação ambiental
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Uma área com aproximadamente 2 milhões de metros quadrados, a maior parte com matas preservadas e cursos dágua e cachoeiras, foi oficializada ontem como Parque Ambiental de Cascavel (PAC). É uma das maiores reservas de propriedade municipal no Estado. Crianças em idade escolar, principal público-alvo de programação de visitas que será desenvolvida por órgãos ambientais, participaram da inauguração.
O PAC fica à margem da BR-277, a 15 quilômetros da cidade. A área fazia parte de um grande latifúndio da família Festugatto. O parque, além de garantir a preservação de espécies nativas, oferecerá à população, e em especial a escolares, a possibilidade de visitação com objetivo de lazer e educação ambiental.
Um especialista em projetos ambientais, o arquiteto Angel Bernal, assessorou o projeto. Na entrada, há um portal feito basicamente com taquaras. Dentro da reserva há trilhas, com cerca de 4 quilômetros de extensão, uma delas leva até às cachoeiras de um riacho. Uma trilha recebeu o nome de Aventura, com equipamentos rústicos para exercícios físicos leves durante a caminhada. A outra, a Conhecimento, tem 10 estações, pontos onde serão expostos elementos em cerâmica e outros materiais naturais, com motivos ecológicos. Para recompor a vegetação natural, já foram plantadas 8 mil árvores.
Em Cascavel há outros três parques públicos: o Ecológico, o Vitória e o Tarquínio dos Santos, que totalizam outros 2 milhões de áreas preservadas. Além disso, a uma área preservada de 1 milhão de metros quadrados de propriedade do Exército (anexo ao Ecológico). Para cada um dos mais de 250 mil habitantes de Cascavel há mais de 22 metros quadrados de área verde o mínimo recomendável é 12 metros quadrados por habitante.
O prefeito Salazar Barreiros (PPB) observou, durante a inauguração, que a região do PAC é privilegiada nos aspectos ambiental, social e econômico, pois nela estão também o Parque Tecnológico do Oeste, que propaga novas tecnologias na produção de alimentos, a Escola Agropecuária, que qualifica famílias de pequenos agricultores, o terminal da Ferrovia Paraná Oeste, e um distrito industrial. Também esteve presente à inauguração o presidente do Instituto Ambiental do Paraná, José Andrighetto.
A prefeitura homenageou, agregando ao PAC o nome de Sueli Festugatto, já falecida, matriarca da família que atuava no ramo madeireiro. A princípio, isso gerou polêmica na cidade, já que os Festugatto derrubavam árvores nativas. O prefeito Salazar Barreiros justificou que eles sempre se preocuparam com a recomposição das matas nas propriedades. Renato Festugatto Neto, que falou em nome da família, garantiu que, em 40 anos de extração de madeira na região, foram cortadas 400 mil árvores, mas replantadas 12 milhões.
Durante a inauguração do parque, vários alunos passaram mal. Eles foram levados por professoras para uma ambulância do programa Médico do Campo, da prefeitura. O médico Euler Oliveira Reis, que atendeu sete crianças na faixa de 10 anos, disse que elas apresentavam alguma alteração da pressão, possivelmente resultante de lipotimia (baixa taxa de glicose no sangue), geralmente causada por alimentação insuficiente ou inadequada.





