Duas obras estarão sendo entregues hoje pela atual administração de Cascavel. O Pronto-Socorro Municipal e o Hospital da Criança deveriam ser utilizados para diminuir o fluxo de pessoas que são atendidas no Hospital Regional. Porém, as duas obras permanecerão fechadas por falta de verbas. Para complicar a situação, o prefeito eleito Edgar Bueno (PDT) já avisou que não tem previsão para colocá-los em funcionamento por falta de recursos financeiros.
O Pronto-Socorro Municipal custou mais de R$ 500 mil aos cofres públicos e o Hospital da Criança, cerca de R$ 300 mil. Estima-se que somente em recursos humanos serão necessários R$ 289 mil por mês. Com os custos operacionais incluídos, os gastos deverão passar de meio milhão de reais a cada 30 dias.
O prefeito eleito disse que, depois que assumir a prefeitura, formará uma comissão composta por membros de entidades e da saúde para buscar alternativas para o problema. Porém, admitiu a possibilidade de manter o Pronto-Socorro e o Hospital da Criança fechados. ‘‘Se não tivermos recursos para administrar, ficará difícil. Por isso, existe a possibilidade de mantê-los parados’’, afirmou. Edgar Bueno classifica as duas obras como ‘‘oportunistas’’ por estarem sendo entregues no final do mandato. ‘‘Essa obra foi feita para enganar o povo, mas vamos buscar alternativas para resolver esse e os outros problemas deixados’’, acusou.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Lísias de Araújo Tomé, a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite colocar as duas obras em funcionamento antes do final desse mandato. Ele acredita que precisarão ser contratadas 250 pessoas para trabalhar nos dois locais. ‘‘Em três anos à frente da secretaria contratamos 600 servidores, eles terão que contratar menos da metade.’’
Em relação à reclamação dos locais do Hospital da Criança e do Pronto-Socorro serem inadequados por estarem próximos ao parque das máquinas do município, Tomé afirma que, em breve, o parque sairá daquele lugar. ‘‘As duas obras foram construídas em uma área nobre’’, observou.

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