Cascavel exige roçada em rodovias
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Entidades empresariais de Cascavel exigem que as concessionárias do Anel de Integração, responsáveis por rodovias federais que atravessam o perímetro da cidade, assumam a roçada permanente de suas margens como medida de segurança para o tráfego e de efeito estético. As empresas alegam que os trechos urbanos não são de sua responsabilidade, mas das prefeituras, de acordo com o que consta nos contratos de concessão que firmaram com o governo do Estado, embora seja de seu domínio a faixa de 15 metros em cada lado das rodovias.
As concessionárias se limitam a roçadas em uma faixa de aproximadamente 4 metros nas margens das estradas, o que impede que o capoeiral se aproxime muito da pista e invada acostamentos. O problema foi discutido na Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), cuja diretoria procurará os consórcios Rodovia das Cataratas (BR-277) e Viapar (BR-369) para pedir que a limpeza das margens seja assumida integralmente, como retribuição à cidade pelo que arrecadam com pedágio.
O empresário do ramo madeireiro Valdinei Bobato, coordenador regional e vice-presidente da Federação das Indústrias do Paraná, observa que, além de deixar as entradas da cidade com péssimo visual, o capoeiral estimula a proliferação de roedores e isentos e diminui a visibilidade dos motoristas.
A Acic também discute a sugestão de empresários para que, com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, seja formada uma escola de jardinagem para dar oportunidade de trabalho à pessoas que não têm emprego. Os alunos teriam aprendizado prático inclusive na confecção de canteiros ornamentais ao longo dos trechos urbanos das rodovias, contribuindo para a manutenção da limpeza e para o paisagismo.





