A taxação de lixo em Cascavel será reavaliada e readequada para que haja uma cobrança mais justa, segundo o prefeito Edgar Bueno (PDT). Conforme Bueno, os principais geradores de lixo, entre eles, supermercados, hotéis, restaurantes e hospitais, cerca de 50 geradores que respondem por 27% do lixo coletado, serão chamados para corrigir distorções. Segundo ele, a população dos bairros, principalmente a de baixa renda, ''não gera tanto lixo, mas está pagando uma taxa que penaliza o assalariado''.
O atual aterro sanitário de Cascavel está sendo ampliando. A obra é emergencial e está consumindo cerca de R$ 100 mil. ''Esta é a última ampliação que esta área comporta e já estamos buscando a alternativa de ampliação da área ou escolha de outro local'', disse.
Diariamente, são coletadas 180 toneladas de lixo, o que resulta numa média mensal de 5,5 mil toneladas. O secretário de Meio Ambiente, Paulo Carlesso, disse que ampliação garante o funcionamento do atual aterro por um período de mais dois ou três anos. Para instalação do novo aterro com aquisição da área e elaboração e execução de todos os projetos de proteção ambiental, as estimativas é que sejam necessários recursos da ordem de aproximadamente R$ 300 mil.
Para a cobrança da taxa de lixo de 2002, a inovação fica por conta da implantação de uma taxa simbólica para famílias carentes. A determinação é que seja estabelecida uma taxa social de R$ 3,00 para o lixo, uma vez que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a isenção total. ''Vamos estabelecer uma tarifa social para famílias carentes'', conclui Carlesso.

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