Cascavel debate educação para deficiente visual
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segunda-feira, 11 de junho de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
A integração dos deficientes visuais na sociedade ainda é um problema, mas alguns já conseguem frequentar escolas e universidades com o apoio do processo de ensino-aprendizagem do aluno cego. Para discutir essa questão, começou ontem e prossegue até amanhã em Cascavel o IV Seminário de Cegos, realizado no Centro Diocesano de Formação. Participam especialistas em educação para deficientes visuais.
Cascavel é considerado município modelo no ensino-aprendizagem do aluno cego. Atualmente, 12 deficientes visuais estão em cursos de graduação na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Um deles é o presidente da União Paranaense dos Cegos, Enio Rodrigues da Rosa. É importante discutir a qualidade da educação oferecida aos cegos - ressalta.
Rodrigues diz que os cegos e as pessoas com visão reduzida sempre estudaram em escola comum. No Paraná, com exceção do Instituto Paranaense de Cegos, em Curitiba que tem matriculados em torno de 35 alunos de 1ª a 4ª série, todos os mais de 2.500 deficientes visuais estudam na rede de ensino. O presidente da União Paranaense de Cegos afirma que é necessário fazer a distinção sobre os grupos de deficiência. Não se pode comparar um deficiente visual com um mental. Se em regra geral esses indivíduos são excluídos, não é verdade que as necessidades e os encaminhamentos metodológicos são os mesmos para todos, observa.
Para Ivan José de Pádua, da Associação Cascavelense de Deficientes Visuais, acredita que ainda exista discriminação, mas destaca que depende da forma como o cego se coloca na sociedade. Não apenas com os cegos, mas todas as pessoas que se submetem a qualquer ordem tendem a ser discriminadas. Mas é claro que ainda há um repúdio mesmo que velado contra os cegos.


