Cascavel - A Vigilância Sanitária de Cascavel confirmou na tarde de ontem a existência de outros três casos de dengue, sendo dois autóctones (contraídos no próprio município) e um importado. Em 2003, a saúde pública já registrou 11 casos autóctones, sete casos importados e cinco em trânsito, com outros 28 ainda estão sendo investigados. Juntamente à confirmação, foi lançado o primeiro mutirão de limpeza em combate ao mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, do ano de 2003.
Nesta primeira etapa, o mutirão abrange os bairros Palmeiras I e II, Aclimação e Coqueiral, com base no alto índice de infestação do mosquito netas localidades, onde já foram registrados sete casos autóctones e quatro estão em investigação. Os índices de infestação verificados são de 3,98% no Palmeiras, 2,74% no Coqueiral e 2,28% no Aclimação, enquanto que o nível aceitável preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 1%.
A campanha que tem como eslogan ''Elimine o mosquito ou assuma o risco!'', prossegue neste final de semana com os caminhões da secretaria de Obras e Desenvolvimento e do Meio Ambiente, juntamente com cerca de 200 agentes, que estarão recolhendo lixo e entulhos que estiverem depositados em frente às 5,4 mil residências dos bairros. Caçambas foram instaladas em pontos estratégicos, como igrejas, escolas e unidades básicas de saúde e servem também como depósito de latas, latões, sacolas, plásticos, vidros e pneus.
A agente de saúde Sandra Schefer informou que nos terrenos baldios é que se encontram o maior número de criadouros do mosquito. Eles ficam depositados em lixos, garrafas, sacos plásticos e outros entulhos que ficam com água parada. Ela trabalha há três meses no combate à dengue e garante que a população está se tornando mais receptiva. ''São poucos os que não aceitam nossa visita'', afirma.
A agrônoma Celina Arake considera fundamental o trabalho dos agentes. ''Eles ajudam a despertar a consciência das pessoas protegendo nosso maior bem, que é a nossa saúde'', diz. Ela lembra que não adianta a maioria dos moradores eliminar os criadouros se alguns vizinhos mantiverem os terrenos propícios para a proliferação do mosquito da dengue.

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