A municipalização do serviço funerário de Cascavel completou 10 anos com avaliação positiva de seus administradores e da própria população. O fim da atuação de funerárias particulares, com a criação da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel (Acesc), rompeu ‘‘uma situação inadmissível, a da exploração de famílias num momento de dor, por gente inescrupulosa movida exclusivamente pela ganância’’, segundo o prefeito Salazar Barreiros (PPB).
As funerárias, além de cobrar preços sempre considerados abusivos, travavam disputas por corpos junto a hospitais ou ao Instituto Médico-Legal. Com a criação da autarquia municipal, a maior parte delas encerrou atividades. Algumas se transferiram para cidades vizinhas. O desempenho da Acesc tem despertado interesse de vários municípios.
Cerca de um terço dos aproximadamente 100 velórios mensais feitos nas três capelas mortuárias, e sepultamentos feitos nos três cemitérios da cidade, incluindo translado de corpo, caixão e coroa, sai sem nenhum custo para famílias que comprovam carência financeira. Para quem pode pagar e quer funeral simples, o custo é de aproximadamente R$ 170,00.
Segundo o superintendente da Acesc, Sérgio Mariotto, a autarquia mantém equilíbrio financeiro, ‘‘por não visar lucro, mas prestar serviço com respeito às famílias’’. Além disso, tem sido possível fazer melhorias, como reforma das capelas e cemitérios. A frota é de cinco carros. Pesquisa feita sobre a Acesc indicou 88,7% de avaliações ‘‘ótimo’’ e ‘‘bom’’ para o serviço.Edson MazzettoMunicipalização do serviço funerário, segundo a Acesc, possibilita melhorias nos cemitérios de CascavelPaulo Pegoraro

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