A Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel (Acesc) realizou ontem, no Dia de Finados, uma pesquisa para avaliar o nível de ‘‘satisfação’’ da população com os serviços que presta e as condições dos três cemitérios da cidade, uma década depois de criação da autarquia. Durante muito tempo houve polêmica na cidade, por causa da acirrada disputa por cadáveres travada entre funerárias, inclusive com constantes registros de queixas na Polícia, por familiares de pessoas falecidas.
Até há alguns anos, Cascavel tinha grande número de funerárias, mas hoje não há uma sequer, porque, com seus preços sempre apontados como abusivos pela população, elas não conseguiram competir com a Acesc, ‘‘que, como autarquia, não visa lucros’’, observa o superintendente, Sérgio Mariotto. Segundo ele, ‘‘embora seja notória a satisfação’’, pelos serviços prestados e pelo custo reduzido de urnas e outros paramentos de velórios, a pesquisa, feita por uma empresa contratada, ‘‘indicará o que é possível melhorar’’.
A Acesc também introduziu um sistema de computadores para informações sobre locais onde estão sepultados os corpos, facilitando sua localização por familiares que vêem de outras cidades. Em Cascavel são sepultadas mensalmente cerca de 100 pessoas. No Cemitério Central, o mais antigo de todos, estão sepultadas 25 mil pessoas, e não há mais espaços disponíveis. No São Luiz, no bairro São Cristóvão, em um cemitério vertical, sem jazigos, há 4 mil, mesmo número do Guarujá (no bairro do mesmo nome).
A estimativa da Acesc, no final da tarde de ontem, era de que mais de 50 mil pessoas tenham passado pelos três cemitérios. No Central, os visitantes encontraram várias melhorias, começando pelo novo pórtico, com uma imagem de Jesus Cristo. O principal ato religiosa ocorreu no Central, com missa celebrada pelo arcebispo D. Lúcio Baumgaertner.

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