Edson MazzettoManoel Nascimento colhe assinaturas de alunos da UnioesteMoradores de Cascavel, principalmente universitários, estão aderindo a um abaixo-assinado para pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) júri popular para os cinco rapazes envolvidos na morte do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, queimado vivo em Brasília em abril de 1997.
Na Justiça local, o crime foi desqualificado de doloso para culposo e, neste caso, há apenas sentença do próprio juiz e a pena é bastante reduzida. A coleta de assinaturas ao manifesto é feita por Manoel Nascimento, 63 anos, tupi-guarani emancipado que, juntamente com outras pessoas, percorre o Brasil com a finalidade.
Manoel Nascimento, que lidera o ‘‘Movimento Nacional Pró-Moralização’’, afirma que nas cidades paranaenses por onde passou conseguiu 45 mil assinaturas e a meta é 150 mil.
O abaixo-assinado será entregue ao STJ no dia 19, quando se comemora o Dia do Índio, e quando deve ocorrer uma manifestação em Brasília pedindo ‘‘justiça’’ ao pataxó e reconhecimento de direitos das nações indígenas.
‘‘A receptividade à campanha é incrível’’, o que comprova que a indignação com a morte de Galdino e o encaminhamento judicial do caso não é apenas dos povos indígenas’’, disse. Ele afirma que entre os que assinam o manifesto, iniciado em agosto de 97, estão até juízes e promotores.

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