Cascavel aposta em projetos científicos
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terça-feira, 10 de junho de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Cascavel quer ser caracterizada como Tecnópolis do Mercosul, aproveitando o fato de estar na faixa de fronteira com países parceiros do Brasil no Mercado Comum do Sul e de ter o Parque Tecnológico, para desenvolvimento de processos e novos produtos da agropecuária, único no gênero na América Latina. Para atrair atenção nacional para a estrutura existente, o Município está pedindo a participação de pesquisadores, universidades e outras instituições científicas na elaboração de projetos para o desenvolvimento tecnológico da cidade e região.
Para motivar a participação nos projetos, está sendo lançado um concurso nacional, com premiação de R$ 20 mil. Ao mesmo tempo, está sendo anunciada a implantação de uma vitrine tecnológica para mostrar novos produtos e processos de incorporação de modernas tecnologias.
As iniciativas envolvem a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Cascavel (Fundetec) e secretarias de Indústria e Comércio, Planejamento e Cultura e Turismo, com apoio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia, Federação das Indústrias do Estado do Paraná e outras entidades.
O concurso e a vitrine tecnológica são instrumentos de marketing utilizados pelo Município, que quer valorizar o potencial aberto pelo Parque Tecnológico, implantado no final do ano passado e que agora deve ser consolidado, como estrutura fundamental para o desenvolvimento de toda a região, afirma o químico Mário Bracht, presidente da Fundetec.
A entidade consorciou-se recentemente com as duas outras fundações do gênero da região - Toledo e Marechal Cândido Rondon - para dotar o parque de recursos materiais e humanos, e através delas serão disseminadas as tecnologias desenvolvidas.
O prefeito Salazar Barreiros (PPB) entende que a integração permitirá partilhar de conhecimentos em um tempo em que dominar tecnologias é questão vital. Além de buscar recursos para a manutenção do parque, as fundações se responsabilizam pela estrutura física, quadro técnico e equipamentos. Em contrapartida, aproveitarão diretamente os resultados, inclusive dividindo receitas decorrentes da cessão de tecnologias a terceiros. O custo operacional do parque, de R$ 20 mil, deve ser auto-financiável em dois anos.
O Parque Tecnológico tem área construída de 3,7 mil metros quadrados e está localizado a 15 quilômetros da cidade, à margem da BR-277, em frente ao terminal de cargas da Ferrovia Paraná. Estado e Município investiram inicialmente R$ 2,5 milhões. Para a consolidação definitiva da estrutura, há necessidade de mais R$ 7,5 milhões, que devem ser buscados junto ao governo federal e iniciativa privada.
O parque tem laboratórios de controle de qualidade (inclusive para emissão de selo exigido em exportações), desenvolvimento de produtos e incubadoras para novas empresas.


