Cascavel admite romper com Sanepar
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
Os três vereadores da Comissão Especial de Investigação (CEI) que analisou os serviços da Sanepar em Cascavel apresentaram um requerimento ontem pedindo a rescisão do contrato de concessão da empresa com a prefeitura. Eles entendem que a Sanepar não está cumprindo alguns pontos que ficaram acertados pela direção da empresa no período de investigações.
Para os vereadores Júlio César Leme da Silva (PMDB), Aparecido José Dias (PDT) e Celsuir Veronese (PSDB), os problemas de saneamento do município não foram resolvidos no prazo de 60 dias como havia sido estabelecido em acordo firmado entre a Sanepar e os membros da CEI, no dia 10 de junho.
O vereador afirma que desde o ano passado a empresa deixou de fazer os investimentos previstos no contrato de concessão. Para ele, a Sanepar teme não conseguir a prorrogação do contrato, que vence em agosto de 2002.
Julio César, que presidiu a CEI, observa que, após aprovado, o requerimento deverá ser enviado para a Procuradoria Jurídica do Município. ''O prefeito (Edgar Bueno) tem autonomia para decidir. Esperamos que a vontade da maioria da população seja atendida'', frisa.
O vereador garante que no contrato de concessão não existe nenhum tipo de multa caso alguma das partes decida rompê-lo. Entretanto, se o contrato for rescindido e a prefeitura assumir os serviços de água e esgoto, todos os investimentos ainda não quitados pela Sanepar serão de responsabilidade do município. ''As instalações, como tubulações, que pertencem à empresa passam para o município'', esclarece.
A assessoria de imprensa da Sanepar informou que a empresa não irá se manifestar sobre a intenção de rompimento do contrato. Em relação ao relatório da CEI, a assessoria explicou que o departamento jurídico já analisou e nos próximos dias será feito um pronunciamento.


