Cascavel - A 10ª Regional de Saúde de Cascavel descartou ontem a existência de um caso de suspeita de cólera, que estaria sendo investigado no Hospital Regional. Um homem, cuja identidade não foi revelada, havia sido internado no dia anterior, com diarréia, por isso foi coletado material para exames. A chefe da regional, Arlene Muzzolon, disse que o exame é ‘‘de praxe’’, em casos de diarréia, ‘‘ainda mais quando há surto de cólera em alguma região’’. No Oeste paranaense vários municípios estão iniciando campanhas de esclarecimento à população, sobre cuidados com saneamento, para evitar que o surto se alastre.
Maringá - A 15ª Regional de Saúde de Maringá, que atua em 30 municípios da região Noroeste do Estado, confirmou ontem que pediu aos técnicos da Vigilância Sanitária dessas cidades que façam todas as notificações de casos de diarréia. A providência, no caso de exames positivos, será o controle de ônibus e caminhões nas estradas e postos de gasolina, mas isto só se aparecer algum caso no interior do Estado. Nos casos de gastroenterite notificados na região serão feitos exames de sangue e bacterioscopias. A informação é do diretor da regional, Sandro Scolari.
Consequência - O deputado federal Dr. Rosinha, que é médico pediatra e sanitarista, considera a epidemia de cólera em Paranaguá como sendo uma consequência da redução de recursos para a área de saúde, registrada nos últimos anos. ‘‘Está havendo uma falha grave do Governo Federal na área de vigilância sanitária. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária não tem pessoal e é ineficiente’’, diz o deputado, ao lembrar que o vibrião da cólera percorreu todo o País, desde a região Norte, até chegar ao Sul.
Sanepar - A Sanepar implantou ontem medidas preventivas para combater a cólera. Entre elas está o aumento do número de análises da água distribuída e maior residual de cloro nas redes de abastecimento público. As medidas estão sendo adotadas nos sistemas de 342 municípios operados pela empresa. Também está sendo feita uma campanha de conscientização dos empregados e seus familiares, e está prevista ainda a distribuição de uma cartilha e a realização de palestras. A Sanepar lembra que o consumo de água tratada e hábitos seguros de higiene são o melhor meio para evitar a propagação da doença.

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