Telma Elorza
De Londrina
A menos de 100 metros do Posto de Saúde da Vila Fraternidade (zona leste), duas casas vêm despertando a indignação dos moradores da vila. As casas, localizadas na Rua Santa Bárbara com Rua Santa Apolônia, estão sendo usadas como depósito de lixo e ferro-velho pelo proprietário, identificado apenas como José. Parte de um muro de arrimo de uma das casas desmoronou com a chuva e os entulhos avançam sobre a calçada. A outra parte corre o risco de desmoronar a qualquer momento, pondo em risco a vida dos pedestres. Até a carcaça de um carro está estacionada na calçada em frente à casa da esquina.
‘‘Isto é um absurdo. Já faz muito tempo que a gente vem reclamando, mas o proprietário não liga’’, disse o presidente da Associação de Moradores da Vila Fraternidade e Conjunto Pindorama, Antônio Batista de Oliveira. Segundo o presidente, já foi protocolado pedido de providência na Comurb, mas até o momento não fizeram nada. ‘‘Hoje de manhã, a Comurb tirou cinco caminhões de lixo da casa vizinha, mas nestas não mexeram’’, afirmou. Para ele, as casas cheias de entulho e lixo depõem contra o bairro. ‘‘Que belo cartão-postal temos aqui, né?’’, ironizou.
Segundo o diretor de Manutenção e Serviços da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Humberto Rodrigues de Lima, após ser avisada pela Folha, uma equipe de fiscalização foi até o local e fez a notificação ao proprietário. Segundo o diretor, ele terá 15 dias para regularizar a situação das casas, reparando o muro e retirando o lixo e os entulhos do local. ‘‘Se ele não cumprir, vai ser multado e receber nova notificação’’, afirmou.

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