Casas se transformaram em lojas de calçados
Uma rua que mantém todos os traços residenciais, mas com um comércio direcionado para a venda de calçados. Assim é a Rua Barão de Teffé, no bairro Bom Retiro, onde os lojistas garantem que a clientela só não encontra seu par de calçados predileto se não quiser.
Quem chega na rua pela primeira vez tem a impressão de estar num ponto residencial qualquer da cidade. A diferença é de que as próprias residências tem repartições e vitrines destinadas às lojas. As pessoas sabem que aqui é a rua dos sapatos, afirma a caixa-vendedora Magali Hubie. A diversificação de modelos oferecidos nas pequenas e aconchegantes lojas faz com que o comércio tenha uma movimento regular, até mesmo para uma segunda-feira.
O ex-professor de História e Filosofia Jaílson Borges, 33 anos, largou a sala de aula e decidiu investir no comércio varejista de calçados. Há cinco anos ele segue os passou de uma irmã que também possui uma loja na Barão de Teffé. O segredo do sucesso da rua é a atmofesra residencial, revela Borges.
O nosso comércio tem uma cara residencial que agrada o cliente, diz Jaílson Borges. Porém, o perfil do cliente que se dirige a Barão de Teffé não é o de visitante ou simples pesquisador de preços. O cliente não vem passear. É um freguês que vem decidido para comprar sapato, afirma.
Decididos também podem ser os apreciadores de frutos do mar em Curitiba. Se a rua Manoel Ribas, no bairro Santa Felicidade, se notabilizou com o cardápio italiano, a rua Mateus Leme, no bairro São Lourenço, tem fama de reunir os melhores restaurantes especializados em frutos do mar.
O gerente do restaurante Sereia Frutos do Mar, Antônio Carlos Ramos do Rosário, 45 anos, diz que a concentração de um mesmo ramo de negócios favorece a clientela. Se você concentrar, oferece um melhor serviço diante da competitividade que ocorre naturalmente, observa. A briga com a concorrência tem um efeito positivo. A gente troca até cardápios com os outros restaurantes, revela Rosário. (D.V.)





