Uma casa foi derrubada e muitas outras foram destelhadas por um temporal anteontem à tarde em Londrina. Segundo o departamento de meteorologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) a velocidade dos ventos chegou a 55 quilômetros por hora. A região norte foi a mais afetada.
No assentamento São Jorge mais de 40 casas tiveram as telhas arrancadas pelo vento. O autônomo Alcides Germinari, 62 anos, não sabia como reconstruir sua casa que foi praticamente destruída pelo temporal. Ele mora sozinho no barraco e apesar dos estragos, não se feriu. Os poucos móveis que Germinari possuía foram danificados, as roupas e mantimentos molhados pela chuva. Ele contava apenas com o apoio dos vizinhos. Um deles o abrigou em sua casa.
A desempregada Rosilene Bisterso teve um pouco mais de sorte. Apesar de ser vizinha dos fundos da casa que foi destruída, ela só teve parte do telhado e uma parede derrubados. Rosilene mora com o marido, também desempregado e mais sete filhos menores. Ontem um irmão e um vizinho tentavam consertar da casa. As crianças de Rosilene também foram acolhidas por vizinhos.
O casal Moisés Dias da Silva e Ivanilde Pereira da Rocha, socorreram os quatro filhos que estavam na casa na hora do temporal, dentro do guarda-roupa, pois ‘‘era o local mais seguro para as crianças’’. A telhas também foram parcialmente arrancadas.
No conjunto Vivi Xavier outras 15 casas foram parcialmente descobertas pelo vento. Numa delas, segundo a Companhia de Habitação de Londrina, todo o telhado foi arrancado. No conjunto Novo Horizonte, mais 15 casas tiveram as telhas danificadas.
A prefeitura disponibilizou anteontem 28 lonas para o socorro emergencial das famílias do assentamento e ontem enviaria mais 14. Mas os moradores reclamaram que a associação do bairro, que fez a distribuição das lonas, privilegiou as casas da parte mais elevada do assentamento, onde os estragos foram bem menores.
Ontem à tarde, a Secretaria de Ação Social, o Programa de Voluntariado Paraná (Provopar) e a Cohab realizaram uma reunião no Assentamento São Jorge para checar as denúnicas e coordenar as ações de socorro. Segundo o presidente da Cohab, os estragos as casa do assentamento foram mais sérios devido à frágil estrutura das casas. A região é uma ocupação irregular.

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