Você pode sair de férias, mas a dengue não. Potenciais focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, as residências podem se tornar ambientes ainda mais propícios à proliferação do mosquito nesta período de verão e férias, quando ficam fechadas por certo tempo.
''Ao sair de férias o proprietário da residência não pode esquecer que é necessário proteger os locais que acumulam água, como fechar bem a caixa d'água, limpar e desentupir calhas. Além disso, na parte interna da residência é necessário proteger ralos de banheiro e de pias'', orienta o supervisor geral da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde de Maringá (Noroeste), Arnaldo Lima Costa. ''A dica é pingar algumas gotas de água sanitária na pia, ralo do banheiro e vaso sanitário, deixando-o tampado ao sair de viagem'', acrescenta a gerente de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Londrina, Sônia Fernandes.
Outra recomendação (esta válida para o ano todo) é escorrer a água dos pratos de vasos de plantas e recolher todo tipo de lixo abandonado no quintal e que pode acumular água. As residências são consideradas potenciais focos de criadouros. Atualmente, dos 399 municípios paranaenses, 57 possuem 1% de índice de infestação predial (focos do mosquito nas residências).
A preocupação em conscientizar as famílias sobre a importância de eliminar todas as condições de proliferação do mosquito nas residências fechadas durante as viagens integra uma série de ações da Secretaria de Maringá para combater a dengue neste verão. Outro aspecto da campanha é orientar as pessoas que viajam para áreas com registro de casos da doença. ''Se estas pessoas voltam contaminadas demoram alguns dias para apresentarem os sintomas, e podem passar a dengue para outros moradores nas áreas onde existir o mosquito'', explica Costa. A recomendação é que ao viajar para uma região com surto de dengue a pessoa tome alguns cuidados básicos tais como usar repelente e proteger os ambientes dos mosquitos.
Números
De acordo com Costa, a situação da dengue em Maringá está controlada, com baixa incidência de focos de mosquito e nenhum caso confirmado nos últimos seis meses. A cidade fechou 2008 com 55 casos de dengue confirmados e 1.160 notificações. Situação muito diferente do ano anterior, quando a cidade teve 5.660 casos confirmados, sendo o município com o maior número de pessoas infectadas no Paraná. ''Mesmo com a situação controlada a vigilância precisa ser constante, tanto por parte dos agentes de saúde como da população'', alerta o supervisor geral.
Em Londrina, conforme Sônia Fernandes, a Secretaria de Saúde aguarda o resultado na próxima semana do Levantamento do Índice Rápido do Aedes (Lira) - realizado em 5% dos imóveis da cidade para identificar a presença de larvas do mosquito - para elaborar novas ações de combate à dengue. ''Em dezembro os agentes já orientaram os moradores sobre a importância de se evitar que as casas fechadas transformem-se em criadouros do Aedes'', assinala. Em 2008 Londrina registrou 139 casos de dengue, contra 827 no ano anterior, e 6.941 notificações.

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