Os moradores do Rio das Pedras estão com suas casas rachando. O motivo seria a sequência de explosões provocada pela empreiteira IBQ, responsável pela exploração do xisto para a Petrobras. A estatal admite o problema, mas ressalta que foi uma questão burocrática envolvendo órgãos do governo federal que ocasionou a situação.
Segundo o superintendente da Petrobras, Dórian Luiz Bachmann, existe uma área de 300 metros, exigida por lei, usada como segurança. ‘‘Na realidade deixamos 600 metros de distância das casas, mas um entrave burocrático não permitiu que mantivéssemos esse patamar de segurança. De qualquer forma estamos dentro do que a lei exige’’, afirmou.
Um dos atingidos, Floriano Kiatkowski, 49 anos, está com sua varanda rachando. ‘‘São quatro explosões diárias em média. Cada uma delas nos deixa assustados, de tão próximas que acontecem’’, reclamou. Além dos problemas provocados pelas explosões, a Petrobras também deixou seco um poço de água utilizado pela família. ‘‘Infelizmente isso aconteceu mas a empresa deu todo o aparato necessário e construiu um sistema de água para o agricultor atingido’’, disse Buchamnn. (J.C.L.)

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