Casas de tolerância são paraíso para executivos
Executivos, empresários e políticos precisam de certo anonimato quando frequentam a noite curitibana. Ainda mais se no caminho existir uma casa de tolerância. Com certo requinte e muito discreta, na Rua Visconde do Rio Branco, centro de Curitiba, a boate Panthers House é o paraíso para quem não quer ser visto pelos amigos e, principalmente, inimigos.
A casa está separada em vários ambientes. Logo na entrada, um bar com belas recepcionistas recebe o visitante. A cerveja, na realidade meia, custa R$ 5,00 (e qualquer outra bebida custa uma pequena fortuna). Ao lado, uma sala de TV e quartos no andar superior. Para transar, o sujeito vai ter que desembolsar no mínimo R$ 70,00 por uma hora do que as meninas prometem ser o paraíso. No dia em que a reportagem esteve nessa boate, dois executivos tinham praticamente fechado a casa. Faziam uma festinha particular, com direito a strip-tease e banhos de champanhe. A gerente da casa mostrava-se preocupada com o valor da conta. Em pouco mais de duas horas, os alegres senhores, aparentando mais de 40 anos, já tinham gasto mais de R$ 1.500,00. E os pedidos de bebida não paravam.
Talita, morena de olhos verdes e com 22 anos, assistia tudo com naturalidade. Encostada no balcão do bar, riu muito quando viu os dois homens serem arrastados pela gravata por duas de suas amigas. Foram direto para o quarto e ainda chamaram mais duas acompanhantes.





