Casas de massagem eram fachada para prostituição
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quarta-feira, 11 de julho de 2001
Marta MedeirosDe Maringá 
A Polícia Civil de Maringá prendeu e indiciou duas gerentes e uma proprietária de casas de massagem que funcionavam como pontos de prostituição em diversos bairros da cidade. As prisões fazem parte de uma operação surpresa realizada na noite de anteontem que resultou no fechamento de oito casas. Para hoje, a polícia espera a apresentação do sargento da Polícia Militar, André Ruberval Bonfanti e Marilda Vicenzia de Souza, apontados como responsáveis por dois pontos de prostituição.
Segundo o delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP), Nilson Rodrigues da Silva, assim que o sargento se apresentar será indiciado em inquérito por rufianismo - ato de pessoa que tira proveito da prostituição alheia. A operação foi desencadeada depois de uma série de denúncias de moradores de bairros.
Foram três semanas de investigações em que a polícia levantou endereços através de anúncios de jornais e identificou gerentes e donos das casas. Em um dos pontos identificados como sendo do sargento trabalhavam 15 mulheres. Nos depoimentos, garotas de programa confirmaram que haviam sido contratadas pelo sargento e por Marilda. Elas disseram também que era normal a visita de policiais em viaturas da PM. Para tentar disfarçar o endereço do ponto localizado no bairro do Aeropoto, o sargento teria colocado uma placa de alfaiate.
Conforme investigações feitas pela polícia, as casas faturavam em média R$ 25 mil por mês. Algumas garotas contaram que ganhavam limpo entre R$ 800,00 a R$ 2 mil dependendo do movimento. As massagistas cobravam de R$ 20,00 a R$ 100,00, de acordo com o tipo de programa. Pelo menos metade do valor da massagem ficava com o dono da casa. A polícia chegou a identificar 12 endereços diferentes, mas apenas oito estavam abertos no dia da operação.
A Folha tentou ontem localizar o sargento Bonfanti. Segundo o 4º Batalhão da Polícia Militar, o sargento já foi ouvido pelo comando que só vai tomar alguma providência depois de avaliar as declarações. A PM descartou a possibilidade de abrir um Inquérito Policial Militar porque a acusação contra o sargento não é considerado crime militar. É possível apenas, conforme o batalhão, que o sargento responda a um procedimento administrativo.


