Casas de imigrantes serão restauradas
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quinta-feira, 30 de outubro de 1997
Curitiba 
Luiz Costa/SMCSHomenagemO Bosque do Papa foi o primeiro espaço dedicado ao memorial de uma das etnias que compõem o povo curitibanoAs sete casas do conjunto arquitetônico polonês do Bosque João Paulo II, no Centro Cívico, estão sendo restauradas pela prefeitura. Elas serão desmontadas para aplicação de inseticidas contra cupins e outras pragas. Para protegê-las da umidade, serão construídas bases de pedra que melhoram a ventilação e protegem a madeira. Trazidas há 17 anos das colônias Muricy e Tomás Coelho e de outras localidades da Região Metropolitana, as casas do Bosque do Papa têm entre 60 e 100 anos e foram as primeiras moradias de imigrantes do leste da Europa. Construídas com troncos encaixados sem pregos, elas foram desmontadas do local de origem e remontadas, peça a peça, no espaço do bosque.
É a primeira vez desde a criação do bosque, em 1980, que as casas recebem tratamento para prevenir sua deterioração. A intenção é recuperar o máximo de tábuas para que as unidades continuem com o padrão original. A obra será concluída em seis meses e terá um investimento de R$ 110 mil, explica o diretor de Parques e Praças da Secretaria Municipal do Meio-Ambiente, Reinaldo Pilotto.
O Bosque do Papa foi o primeiro espaço de lazer criado para homenagear as etnias que formaram Curitiba. Lá está instalado o Memorial da Imigração Polonesa. Depois dele, foram construídos os memoriais Ucraniano, no Parque Tingui, o Árabe, na Praça Khalil Gibran, e os bosques de Portugal, Alemão, e Italiano, além das praças do Japão e da Espanha.
Em uma das casas funciona a capela em honra à padroeira da Polônia, a Virgem Negra de Czestochowa. As demais compõem um museu ao ar livre em forma de aldeia polonesa.
Em outra unidade está o Museu da Habitação, com móveis e utensílios de 1871, época da primeira geração de imigrantes. O Museu Agrícola expõe a velha carroça, o abanador de cereais e o amolador de pedra gasta. Há também um quiosque de artesanato, a casa de eventos para exposições, apresentações e eventos típicos, e a casa de referência, que conta a história da integração dos povos eslavos.
Para a representante da Colônia Polonesa de Curitiba, Danuta Lisivcki de Abreu, a restauração das casas é uma forma de preservar a cultura de um das principais etnias do Paraná. A reforma é uma antiga reivindicação da colônia, hoje é formada por 600 mil descendentes, diz. Além das casas, várias peças e móveis que compõem o museu estão sendo restauradas.


