Casas de criadores confirmam tradição das raças
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de março de 2001
Cláudia Barberato De Londrina 
Além de sedes de associações brasileiras e núcleos de criadores, o Parque Ney Braga tem uma característica que não é tão comum em outros parques de exposições no País: as casas de criadores ou as casas das raças, montadas com recursos dos próprios pecuaristas.
Esses locais servem de ponto de encontro, discussões e de lazer para criadores e suas famílias. Também são utilizadas para promoção de eventos técnicos e sociais. Normalmente onde tem casa da raça é porque aquela raça tem maior número de criadores na região ou tradição na feira agropecuária, afirma Neusa Soni, do departamento animal da Sociedade Rural do Paraná.
Muitas dessas casas não funcionam apenas durante a feira agropecuária, tendo atividade o ano inteiro como núcleos de criadores onde pode-se pedir registros de animais e outras informações e serviços.
Representatividade Boa parte dessas casas foram construídas na década de 80. Hoje o Ney Braga tem 12 casas de criadores. São elas: Casa do Criador (antiga Casa do Peão), Casa do Leite, Casa do Marchigiana, Casa do Chianina, Casa do Gelbvieh, Casa do Simental, Casa do Charolês, Casa do Pardo-Suíço, Casa do Belgian Blue, Casa do Nelore, Casa do Brahman e Casa do Quarto de Milha. Há também a Casa do Cafeicultor que serve para realização de eventos sobre a cultura do café.
Em Londrina, também há escritórios dos núcleos das raças nelore mocho, pardo suíço, marchigiana, a Associação dos Neloristas do Paraná, normando, gir, brangus, guzerá, chianina, brangus, tropicana e beef master.
Girolando Esse ano mais um núcleo de criadores será montado dentro do parque de exposições. Com apoio da Sociedade Rural será criado o Núcleo de Criadores da Raça Girolando. Durante a exposição haverá a eleição da primeira diretoria e a realização de um leilão da raça.


