Casar na igreja ainda é sonho da mulher
Os números não mentem: 200 casamentos por semana nas igrejas de Cur itiba e Região provam que a tradição nunca morre
Nova ordem é
convidar só as
pessoas mais íntimas,
sem grande pompa
Anna Camanducaia
Albari RosaEnfim sósDepois de oito anos morando juntos, a empresária Joana D’Arc Datola e o médico Antonio Roberto Mansur vão se casar na igreja, hoje à tarde. Detalhe: aproveitam a data para batizar a primeira filha, Maria Vitória. O casamento tem direito a viagem de lua-de-mel, com lugar reservado para a menina e a babáCasar na igreja ainda é o sonho da maioria das mulheres. Em Curitiba e Região Metropolitana, são realizados 200 casamentos tradicionais por semana, com direito a ácerimônia religiosa, vestido, festa, bolo, buquê e lua-de-mel. Para alcançar o mesmo número, o Distrital Uberaba - cartório que mais realiza casamentos civis em Curitiba - leva um mês. Outros 18 cartórios fazem registros de casamentos, mas o total não passa de 500 mensais. Deste número, de 5% a 40%, dependendo do cartório, casam também na igreja.
Segundo a editora da revista Noiva Sul e promotora da feira homônima, Rosicler Ribeiro de Campos, até as pessoas que já vivem juntas chegam a casar de forma convencional. ‘‘Faz parte do imaginário de toda noiva.’’
Depois de oito anos morando juntos, a empresária Joana D’Arc Datola, 36 anos, e o médico Antonio Roberto Mansur, 36 anos, resolveram se casar de verdade. A cerimônia acontece hoje à tarde, numa das igrejas mais badaladas de Curitiba, a Santa Terezinha. O diferencial: junto com o casamento, o batizado da primeira filha, Maria Vitória. ‘‘É uma sensação muito gostosa’’, diz. ‘‘Para o Mansur, a expectativa também é grande. Foi ele quem reservou a suíte e a viagem de lua-de-mel.’’ O roteiro ainda é surpresa, mas o lugar da filha e da babá já estão reservados.
A atriz Raquel Rizzo, de 37 anos, mudou-se para o apartamento do namorado Carlos Eduardo, de 36 anos, há 21 dias. ‘‘Por enquanto, nossa etapa é viver o dia-a-dia juntos. Mais tarde, quero casar dentro das tradições’’, diz Raquel. ‘‘Pretendo fazer uma cerimônia prazeirosa, sem stress, mais íntima.’’
A nova ordem é fazer casamentos seletivos. Mesmo porque as grandes e exageradas cerimônias não são compatíveis com o bolso da maioria dos noivos. ‘‘É importante lembrar que todos os convidados para a igreja devem ser chamados para a recepção’’, diz a editora Rosicler.
A empresária Vivian Brotto, de 26 anos, resolveu seguir os moldes atuais e mandar apenas 55 convites para o casamento, que está marcado para agosto. ‘‘Não quero que as pessoas apareçam por obrigação ou pela festa, mas que estejam felizes por estarem lá. E isso dá para contar nos dedos.’’

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