Casamento, um grande negócio
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sábado, 12 de março de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Produtos e serviços não faltam para realizar todos os sonhos que envolvem os preparativos de um casamento. Em Londrina, além das tradicionais e impecáveis decorações, das lembrancinhas, dos docinhos, do bufê, dos convites, do vestido e do bolo, os casais inovam a cada cerimônia. Para divertir as crianças e os adultos, parquinhos, carrinhos de sorvete e até bolhas de sabão na hora da valsa.
Segundo José Luiz de Carvalho, diretor geral da Goal Promoções & Feiras, organizadora da Expo Noivas & Festas, de São Paulo, esse é um mercado em franca expansão, que movimenta R$ 2 bilhões por ano no Brasil. Carvalho acredita que a situação econômica do País não afeta o mercado de casamentos, como ocorre com outros setores. ''Muitas pessoas não deixam de celebrar a união matrimonial, que faz parte do ritual da humanidade há milhares de anos. É um sonho especialmente da mulher que, mesmo tendo limitações financeiras, não abdica do vestido de noiva, da festa, mesmo que tenha de diminuir a sofisticação.''
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que depois de uma queda drástica, o número de uniões legais deu um salto considerável. Em 1993, foram registrados 745.826 casamentos. Depois, houve uma queda acentuada: em 2000, foram 730.272 e, em 2002, 715.166. Mas a reviravolta veio em 2003, quando houve 748.981 casórios de papel passado, superando a média observada ao longo da década de 90.
A psicóloga londrinense Analuisa Bernarde de Almeida Seco não poupou esforços para fazer com que seu casamento saísse do jeito que ela queria. ''Comecei os preparativos com um ano de antecedência'', contou. A cerimônia, realizada no ano passado, foi uma alegria só. A psicóloga, que hoje é empresária, contou que contratou todos os serviços sozinha e somente dois meses antes ela chamou uma profissional. ''Na verdade, a assessora era só para o dia, para a gente não se preocupar com nada'', explicou.
Durante a cerimônia, os noivos Analuisa e Fábio ainda tiveram uma surpresa. ''Quando começamos a dançar a valsa, várias bolhinhas de sabão surgiram no ar'', relembrou. A chuva de bolhinhas foi preparada pela mãe e uma prima da noiva. A novidade do casamento da empresária já virou moda na cidade e algumas bandas até compraram máquinas próprias para isso.
Assessorias Mas como nem todo mundo tem tempo para organizar uma grande festa como a da empresária Analuisa, a solução é procurar uma promoter ou uma assessora. O trabalho desses profissionais pode resumir-se ao dia do casamento, como ocorreu com Analuisa e Fábio, ou englobar todos os preparativos, desde a escolha do convite até o dia da cerimônia.
''O processo todo precisa ter uma unidade, começando pelo convite, que tem que remeter à decoração da festa'', explicou a assessora Karla Rossi, da SK Organização e Eventos. Há quatro anos no ramo, Karla percebe que hoje a procura ppor esse tipo de serviço é muito maior. ''Antes eles só chamavam um organizador quando tinha mais de 800 pessoas. Hoje, mesmo um casamento com poucos convidados os noivos querem tudo organizado'', contou.
O mercado é tão atrativo, que os próprios bufês estão contratando assessores. Caso de Susana Dellaroza, que é casada com o dono do restaurante La Francine, e agora orienta muitas noivas em sua empresa, a SD Eventos. ''Como nós temos vários parceiros fazemos diferentes orçamentos para que o casal possa escolher'', disse Susana. O valor do evento varia de acordo com as exigências dos clientes. Ela contou que a assessoria da semana do casamento, incluindo o dia da cerimônia, custa em em média R$ 600,00.
Outra vantagem em contratar uma assessoria, é a traquilidade aliada à economia. ''Como temos parcerias com floriculturas, bandas e bufês, o desconto deles paga a nossa assessoria'', contou Margareth Franco, da MS Formaturas e Eventos. Ela afirmou que os meses mais procurados pelos casais são abril, outubro e novembro. Quanto aos noivos, Margareth afirmou que hoje são bem ecléticos. ''Se eles pagam o que peço, o negócio é fechado. Não escolho meus clientes pela importância'', relatou. (Com Agência Estado)


