Casamento coletivo reúne 25 casais
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sábado, 23 de outubro de 2004
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Exatos dois meses e 10 dias. Foi o que bastou para que o eletricista Lucas Luís Gama da Silva, 28 anos, tivesse a certeza que Vilma Saraiva, 28 anos, era sua cara metade. Ambos casaram-se anteontem - eles e mais 24 casais, alguns com décadas de convivência comum, em um casamento coletivo promovido por um radialista evangélico da cidade.
Sem esconder que o casamento era um sonho realizado, Vilma não abriu mão do vestido branco, véu e buquê e não se melindrou em dividir seu momento especial com mais 24 casais. O importante é casar, não importa se é coletivo, argumenta. Ela e o noivo planejavam casar em dezembro mas com a oportunidade adiantaram a data. É bom porque fica mais barato também, argumenta o noivo que diz que o casamento teve a mão de Deus. Foi Deus mesmo que fez a gente se unir, afirma.
A festa, no salão da Igreja Assembléia de Deus, teve direito a coquetel e o nervosismo tradicional de noivas e noivos, mesmo os que já têm quase que uma vida inteira em comum. A professora Liana dos Santos, 29 anos, chegou na Igreja acompanhada dos quatro filhos. Para ela a cerimônia iria coroar seis anos de vivência com o marido.
A gente morava junto e achava que não precisava aí surgiu essa oprotunidade e resolvemos casar de verdade, conta. Diz a noiva que os filhos já estavam cobrando a regularização da situação. Junto com a nova fase, novas alianças. A gente já usava mas compramos um par novo, conta.
Mais tempo juntos tinha o casal José Domingo de Moraes, 38 anos, e Neuza de Souza, 38 anos. Depois de vinte anos de casados, a cerimônia foi acompanhada por filhos e netos. Acho legal poder ver o casamento deles, diz a filha Leidi Daiane de Souza, 19 anos.
O apresentador Álvaro de Matos, o organizador do evento, diz que a idéia surgiu dos ouvintes do seu programa. Tenho muito carinho pelos meus ouvintes, eles me ajudam e agora resolvi ajudá-los, percebi que muitos queriam casar e não tinham condições, afirma. O casamento coletivo deu tão certo que já tem fila para o segundo. Matos espera agora obter doações de empresários para poder fazer uma nova festa.


