Ciganos de todo o Brasil estão chegando desde o início do mês em Maringá para um casamento que começa no dia 21 de julho. Serão mais de 400 convidados e três dias de festa. Pelo menos 200 ciganos, principalmente do Paraná e estados vizinhos, já estão na cidade, acampados em dezenas de barracas montadas em um terreno alugado pela família do noivo. Apesar da vida nômade, todos trabalham com a venda de utilidades domésticas e possuem veículos, a maioria camionetes.
O noivo, Francisco Stevo, 19 anos, de Porto Alegre, disse que conheceu a noiva, filha de ciganos de Maringá, em uma festa de casamento. ‘‘Hoje não é mais como antigamente, quando os noivos só se conheciam na hora do casamento’’, revelou a mãe dele, Vera Stevo. ‘‘A festa vai marcar a cidade’’, promete o noivo. O conjunto que vai animar a festa do casamento é composto por ciganos e vem do Uruguai. ‘‘Vamos assar cinco bois, 50 porcos, 30 carneiros e 200 frangos, além de 2 mil litros de chopp nos três dias de festa’’, garantiu.
A cerimônia do casamento vai seguir todas as tradições ciganas, com muita dança e alegira. Homens e mulheres se vestem com roupas especiais e participam dos três dias de festa. A mãe do noivo disse que todo mundo colabora nas despesas. Sem revelar o valor que será gasto apenas com a festa, Vera garante que ainda sobra um pouco para os noivos iniciarem a vida. ‘‘O dinheiro ainda dá para eles comprarem um carrinho e uma barraca’’.
O pai do noivo, Carlos Roberto Stevo, destacou que o povo cigano é trabalhador, gosta de festa e roupa boa. O dinheiro, segundo ele, vem do comércio de utilidades domésticas nas ruas das cidades onde estão acampados. ‘‘Aqui em Maringá as vendas estão fracas, mas dá para se manter’’, disse.

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