Josoé de CarvalhoPara sempre!O casal Antonio e Noisa Marques: casamento foi motivado pela vontade da mulher de ser batizada‘‘Agora só mesmo a morte que nos separa’’. O aviso é da dona de casa Noisa Marques, 55 anos, a primeira brasileira a se casar através da conversão informal de união estável em casamento. Ela e o aposentado Antonio Rufino do Nascimento, 65 anos, receberam a certidão de casamento no dia 21 de novembro de 96, depois de cinco anos de vida em comum. ‘‘Foi muito mais fácil. A gente não precisou se preocupar em correr para cá e para lá atrás de cartório. Quando vi já estava casada’’, diz Noisa Marques. ‘‘Eu esperava uma demora muito maior. Depois de um mês a certidão estava pronta’’, comenta o marido. O casal mora no jardim Leonor (zona oeste de Londrina).
Noisa conta que eles tinham intenção de se casar oficialmente desde o começo do relacionamento. Só que o ‘‘empurrãozinho’’ veio da Igreja do Evangelho Quadrangular, frequentada por eles. Como a dona de casa queria ser batizada, precisou antes regularizar a situação com Antonio. O aposentado era viúvo e Noisa, divorciada. Juntos, eles têm 12 filhos (seis de cada um).
No primeiro casamento, Noisa ficou casada 21 anos, e Antonio, 43 anos. Só o casamento civil não bastou para o casal. Em 20 de junho de 97 eles fizeram questão de se casar também no religioso e promover uma festa para a família e amigos.
Noisa diz que se sente orgulhosa de ser a primeira mulher brasileira a se casar através da nova modalidade. Mas confessa que para ela não faz muita diferença o mecanismo utilizado.

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