Casal viu maionese sendo feita sem luvas
Depois de passarem duas noites internados no Hospital Evangélico, o gerente de banco, Charles Jovanovich Trannin e a esposa, a vendedora autônoma, Rosemeire, não têm dúvidas que a maionese do lanche foi a responsável por terem passado mal. Eles comeram os alimentos no último sábado à noite, no trailer.
''Quando a gente estava indo embora, eu vi uma mulher preparando a maionese ali na hora, sem a menor condição de higiene. Estava sem luvas. Deu bastante nojo'', contou o marido. A filha mais velha do casal, de cinco anos, também estava junto, mas comeu apenas um pastel de queijo e não experimentou a maionese. Era a quinta vez que eles comiam naquele trailer. ''Só que antes tínhamos ido no inverno, por isso acho que não teve problemas'', justificou.
A esposa revela que eles começaram a se sentir mal no domingo e quando chegaram no hospital os atendentes já perguntaram: ''É do carrinho de lanche? Já vieram várias pessoas aqui''. Segundo a Coordenadoria de Atendimento do Hospital Evangélico, ao todo oito pessoas foram atendidas e até o final da tarde de ontem, duas permaneciam internadas.
®MDNM¯Bolsa - Depois do casal ser atendido no pronto-socorro, os dois foram encaminhados para um quarto, onde Rosemeire garante terem roubado a bolsa dela. ''Tinha cartões, talões de cheque, além de uma quantia razoável em dinheiro e cheques pré-datados dos meu clientes, além do meu celular'', enumera. Revoltados com a situação, Charles e Rosemeire acionaram a polícia e registraram boletim de ocorrência, mesmo internados.
A coordenadora de Atendimento do HE, Isaíra Duarte Cadina, informou à reportagem que a bolsa foi encontrada na manhã de ontem, quando ambos já haviam recebido alta. ''Todos os pacientes que vão internar assinam um Termo de Compromisso referente aos cuidados com seus objetos pessoais, porque aqui dentro (do hospital) transita muita gente'', explicou. Ela garantiu que a bolsa seria devolvida à vendedora ainda ontem.





