Casal vai até Ushuaia de moto
Um fotojornalista e uma professora de história de Curitiba partem hoje, às 6 horas, para uma viagem no mínimo aventureira. Levis Litz e sua mulher Valesca vão percorrer, de moto, 16 mil quilômetros até o extremo Sul do continente, na Patagônia argentina e chilena, chegando na cidade de Ushuaia, conhecida como o fim do mundo.
A aventura, que vai acontecer nos próximos dois meses, é a terceira parte de um projeto chamado Retratos do Sul - Uma missão ecoeducacional. As duas primeiras partes aconteceram entre o final de 1997 e o início de 1998, quando o casal conheceu, também de moto, todo o litoral do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, totalizando 6.500 quilômetros.
Segundo Levis Litz, que vai junto com a mulher em uma única moto, uma Honda XL 125 cc, o objetivo da viagem, além do prazer pessoal, é ajudar a promover a integração entre os povos do Sul. Em geral o brasileiro não conhece a cultura e a história latino-americana e por isso se apega mais ao que vem dos Estados Unidos, diz.
Para tentar ajudar na integração, como diz, Levis e Valesca vão documentar tudo em mais de 160 filmes de 36 poses, que servirão depois, junto com as experiências pessoais, como base para seminários, palestras e exposições, em Curitiba e outras cidades, sobre a cultura e as maravilhas do extremo Sul.
Levis e Valesca estão levando, além do material fotográfico, vários equipamentos e peças básicas para a moto, barracas e roupas especiais para frio e vento. Toda a mudança será instalada em bagageiros especiais, um em cada lado da motocicleta. O custo da viagem não vai ultrapassar R$ 2 mil.
Um provável cansaço físico não preocupa Levis e Valesca. Isto porque, casados há 12 anos, já contabilizam no currículo dez anos de viagens e aventuras. Estiveram em mais de 30 países da África, Europa, Oriente Médio e América do Sul.
Depois que completarem o Retratos do Sul, o casal vai se debruçar nos projetos para o próximo ano. Ainda não está nada confirmado, mas talvez passaremos a virada do milênio no Oriente Médio, declara Levis Litz.





