Casal trabalha unido para promover cidadania
Há pouco mais de um ano, a advogada Juliane Barioni foi convidada a desenvolver o Projeto Advocacia Cidadã no Núcleo Londrinense de Redução de Danos, uma organização não governamental que atua em regiões pobres onde há grande incidência de casos de doenças sexualmente transmissíveis, hepatites e tuberculose, principalmente entre usuários de drogas.
Entuasiasmada com o projeto, não demorou para Juliane convencer o marido Sandro Barioni, também advogado, a trabalhar voluntariamente na entidade. Hoje em dia, o casal dedica algumas horas por semana para atender pessoas pobres que precisam de orientação jurídica. Enquanto Juliane trabalhava atendendo quem procurava suas orientações, Sandro desenvolveu um outro projeto focado em direitos humanos, que faz parte do programa ''Brasil sem Homofobia'', o qual, a exemplo do Advocacia Cidadã, também é vinculado ao Governo Federal.
''Cada programa dura um ano e não há perspectiva de renovação. Oficialmente, o meu projeto já terminou, mas continuo atendendo. Agora estou desenvolvendo um outro projeto que vai ser dedicado às mulheres vítimas de violência'', explica a advogada.
O casal concorda sobre a satisfação de se fazer um serviço voluntário. Eles contam que perceberam, na prática, a carência das pessoas por orientações jurídicas. ''Conseguimos resolver mais da metade dos casos das pessoas que nos procuram somente com orientações'', diz Sandro Barioni, que revela ter sentido um certo ''medo'' de ser vítima de preconceito quando decidiu se dedicar a um projeto de atendimento jurídico a homossexuais.
''Foi uma decisão complicada, pois sei que o preconceito existe, mas resolvi aceitar porque me interesso pela área de direitos humanos'', explica. Convidado a citar um exemplo de como um advogado pode atuar para defender os direitos dos homossexuais, Barioni relata o caso de um gay que foi impedido de doar sangue devido a uma orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
''Os homossexuais ainda são considerados como grupo de risco quando o assunto é Aids e, por isso, acabam sendo discriminados. Estamos em fase de estudos para ajuizar uma ação que acabe com isso'', conta.
De acordo com os advogados, qualquer pessoa que precise de orientação jurídica pode procurar o Núcleo Londrinense de Redução de Danos. ''Queremos ajudar todos'', ressalta Juliane Barioni.(W.S.)
Serviço
Núcleo Londrinense de Redução de Danos
Rua Ibiporã, 548 - Fone: (43) 3357-2306





