Casal reserva verba para obra
Vivendo há três anos o pesadelo de ter comprado um imóvel da Encol que nunca foi entregue, uma curitibana que prefere não ser identificada faz parte de um grupo de clientes que se uniu para concluir o empreedimento oferecido pela construtora. Mesmo já tendo pago R$ 160 mil pelo apartamento de 250 metros quadrados no Edifício Royal Palace, ela e o marido continuam retirando do orçamento mensal R$ 1,5 mil para ajudar na conclusão da obra, na Rua Padre Agostinho, no Champagnat, bairro de classe média alta de Curitiba.
Ela conta que os futuros moradores do prédio resolveram se unir para terminar a obra, para evitar as depredações que vinham acontecendo. Mesmo com mais investimentos, eles não têm certeza se realmente terão a documentação legal dos imóveis. A hipoteca está sob a responsabilidade do banco BCN, diz.
O casal comprou o apartamento na planta em 1992, com a previsão de entrega em 1995. Hoje, morando na casa da mãe da mulher, eles estão providenciando a compra de um novo apartamento com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
O curitibano Jorge Kajewara também faz parte de um condomínio que pretende retomar a construção do Edifício Golden Rios, no bairro Cabral. Depois de pagar R$ 100 mil em três parcelas por um apartamento de 145 metros quadrados, ele espera agora a liberação de financiamento para que os trabalhos sejam iniciados. Com a fração do terreno já escriturada em seu nome, ele calcula que serão necessários R$ 3 milhões para a conclusão do edifício, recursos que serão pagos ao banco financiador pelas pessoas que ainda têm débito com a construtora.





