Casal promete recorrer à Justiça
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Marcela Rocha Mendes<br<Equipe da Folha 
Curitiba - O casal homossexual que teve o pedido de inclusão de dependente negado pela diretoria e conselho deliberativo do Clube Curitibano afirma que irá recorrer à assembléia geral, instância máxima da instituição, e à Justiça comum. A associada do Curitibano, que preferiu não se identificar, acredita na vitória por estar vivendo uma situação semalhante à que já teria favorecido outros casais da associação.
''Temos um relacionamento estável, moramos juntas há dois anos e dividimos um apartamento, um carro e contas nos bancos. Nossa situação não é diferente de outros sócios que conseguiram incluir seus parceiros como dependentes'', afirma a sócia. O estatuto do clube prevê a inclusão de cônjuge ou companheiro sem especificar se a relação deve ser entre homem e mulher.
A associada, que herdou o título da família, conta que chegou a ter uma reunião com o presidente da gestão anterior para explicar que apenas queria garantir o direito da companheira frequentar o clube. ''Achamos que estávamos pleiteando o nosso direito previsto no estatuto, não imaginávamos que causaria uma comoção'', afirma a companheira da associada.
As duas afirmam não ter a intenção de levantar uma bandeira pela causa. ''Não entendemos qual é o medo que pode haver por trás dessa decisão. Gays frequentam o clube há anos e nunca causaram problema ou constrangimento. Não procuramos a mídia, não queremos briga e nem é nossa intenção inventar regra, mas se outras pessoas se inspirarem a também buscarem os seus direitos, seria bom'', alegam.
O presidente do Clube Curitibano, Heitor Dantas Filho, informou, em nota à imprensa, que a discussão ''ainda não chegou a uma conclusão definitiva'' e que a decisão final deve ser tomada em uma assembléia extraordinária entre os associados que deve ocorrer até o final do ano. O clube irá acatar o que for decidido pela maioria de seu quadro associativo.


