Casal nega ter comprado filho de servente
Casal nega ter comprado filho de servente
Mauro FrassonAntônio Siqueira e sua mulher, Luiza Helena, prestaram depoimento ontemO engenheiro civil da Prefeitura de Curitiba, Antônio Ricardo Siqueira, e sua mulher, Luiza Helena Siqueira, ambos de 39 anos, negaram ontem que tenham comprado o filho da servente Maria do Nascimento Silva, 38 anos, de Pontal do Paraná, no Litoral do Estado. O casal, que era acusado de ter intermediado a venda do bebê, depôs ontem no Sicride. Com base no relato da mãe, a polícia acreditava que o menino estava com sífilis e no Mato Grosso. Ao invés disso, esteve sempre em Curitiba. Os dois confirmaram, no entanto, que a criança está doente.
A doença seria a razão, segundo Siqueira, do bebê ainda não ter sido registrado. Por causa disso também, o engenheiro não teria encaminhado a adoção ao Fórum de Curitiba. Ao contrário do que afirma Maria, Siqueira diz que nunca prometeu dinheiro e que adotou o bebê com a concordância da mãe. Ele nega também que tenha pago um único tostão para ficar com o menino. O engenheiro afirmou que somente não formalizou a adoção por causa do surgimento da doença do bebê e por burrada.
Antes de depor, Siqueira confirmou que conhece Jurema Marcondes Frumento, 36 anos, mulher de um funcionário do Banestado, que também é acusada de agenciar a venda do menino, que nasceu no dia 26 de abril deste ano e foi doado dois dias depois. O engenheiro disse que conheceu a mãe da criança através de Jurema. Conforme Siqueira, Maria teria sido influenciada por um vizinho a exigir dinheiro. Ela teria, então, aumentado o valor exigido a cada telefonema, que começou em R$ 5 mil e terminou em R$ 15 mil. O engenheiro disse que se recusou a fazer o pagamento, o que levou Maria a denunciar a adoção à polícia.(J.A.)





