Casal não vê problemas nas exigências
Na metade deste ano, quando Maria da Glória de Souza Ferreira e Diego Cerpelloni procuraram a secretaria da Igreja Imaculada Conceição de Maria, localizada no bairro Rebouças, em Curitiba, para agendar uma data para o casamento foram logo avisados, pela secretária da igreja, sobre algumas restrições para fazer a cerimônia naquele local.
Uma das restrições referia-se às músicas. A igreja pedia a entrega prévia de uma lista com as músicas que seriam tocadas durante o casamento. ''Eles nos disseram que tinha muita gente que estava abusando, que colocava música de criança, da Xuxa e mesmo rock, que não tinha nada a ver com casamento'', conta.
Outra restrição referia-se à entrada de pessoas durante a cerimônia. Segundo as regras daquela igreja, a porta só poderia ser aberta três vezes. O objetivo era evitar muitas entradas, trocas de música e, consequentemente, muito tempo perdido com esses procedimentos. ''Decidimos que ela seria aberta uma vez para a entrada do noivo e dos pais, uma vez para os padrinhos e a terceira vez para a noiva'', diz.
Glória conta, no entanto, que não teve nenhum problema diante das exigências. ''Só escolhi músicas clássicas ou que falam de amor, de sentimentos. E eles foram superbacanas'', afirma. Glória conta que a única coisa que não deu certo no casamento foi conseguir um padre que fizese a cerimônia em duas línguas: português e italiano. ''É que meu marido e os pais dele são italianos, mas o único padre que falava as duas línguas estava de férias. Como estávamos na correria, ficou só em português mesmo'', dz.
Glória conta ainda que, para evitar qualquer aborrecimento, optou por comprar três horários, ficando com a igreja à sua disposição das 18 horas às 21 horas. ''Ou eu teria que negociar com outras noivas, ver a decoração, as flores'', diz ela, que marcou seu casamento para as 19h30. Com o pai ''super-hiper-pontual'' do lado, ela também evitou outro problema comum às noivas e criticado pelos padres: o atraso.(M.G.)





