A primeira vez que os biólogos Marcos Bornshein e Bianca Reinert conseguiram localizar uma ave desconhecida da Ciência aconteceu na mata que cerca a Baía de Guaratuba, no final de 1995. O ‘bicudinho-do-brejo’ atraiu a atenção da comunidade científica mundial e a dupla acabou conseguindo o apoio da Fundação O Boticário para trabalhar pela preservação da ave. Os biólogos acabaram encaminhando processo ao Ibama e ao IAP, e conseguiram que o Ibama reconhecesse o pássaro como espécie ameaçada de extinção.
A equipe que localizou o ‘macuquinho-da-várzea’ foi um pouco maior, contando com a colaboração do ornitólogo americano Bret Witney e do fotógrafo Zig Koch. Entre as maiores dificuldades de se trabalhar no ambiente de várzea está a lama, que atrapalha os deslocamentos, e a vegetação extremamente densa, que atrapalha a observação. No dia-a-dia do acampamento, os biólogos levantavam antes do sol surgir, pois têm que chegar antes do dia amanhecer aos locais de observação.

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