Casal entra com pedido de adoção de menina
O advogado Luiz Gonzaga entra hoje, no Fórum de Joinville (SC), com o processo de adoção da menina doada pela prostituta Elisabete Souza Brandão, 18 anos, de Campina Grande do Sul, ao caminhoneiro Aldrin Dias Agapito, 30 anos, e sua mulher, Magda Emanuelle de Souza Agapito, 21 anos. O casal reside no bairro Iririu, em Joinville, e está com a criança desde que ela nasceu, no dia 9 do mês passado.
O procedimento de Gonzaga é o primeiro passo para legalizar de vez a situação do bebê. A prostituta era acusada pelo irmão, Marcelo Souza Brandão, 25 anos, de ter vendido a criança. Marcelo diz também que prentendia ficar com a menina. Elisabete, porém, afirma ter doado a menina para o casal catarinense porque nem ela nem o irmão teriam condições que criá-la.
O desejo de doar o filho foi testemunhado pelo promotor de Justiça de Campina Grande do Sul, Octacilio Sacerdote Filho, e pelo defensor público da prefeitura, Alcir da Rosa Gaspar. Os dois descartam a possibilidade de ter havido venda da criança. No Fórum de Campina Grande do Sul, Elisabete assinou um documento renunciando os direitos sobre o bebê e repassando-os ao casal catarinense.
Para o delegado do Sicride, Harry Herbert, no entanto, a adoção é ilegal até que o casal entre com o processo em Joinville. Herbert, porém, afirmou que a busca dessa criança deixou de ser prioridade desde que a Folha publicou texto informando a localização do bebê e os procedimentos legais tomados para a transferência da criança aos pais adotivos. ‘‘Nossa prioridade agora é localizar os gêmeos de Campo Largo’’, disse.
Apesar da aparência legal da adoção, Herbert ainda irá interrogar Elisabete. Ele quer investigar se a prostituta vendeu ou não o bebê. A dona de casa Magda Agapito, que está com a criança, disse ontem que ‘‘o ser humano não tem preço e que jamais pagaria por uma criança’’.(J.A.)

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