Casal é suspeito de aplicar golpes no comércio
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segunda-feira, 21 de outubro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Diversos empresários de Londrina e Maringá passaram o dia, ontem, sendo ouvidos no 3º Distrito Policial de Londrina. Eles foram vítimas de um suposto casal de estelionátarios, que usavam dois filhos pequenos para convencer os lojistas na hora da compra que eram pagas com cheques sem fundos. Segundo o delegado do 3º DP, Marcelo Sakuma, o prejuízopode chegar a R$ 100 mil.
Conforme o delegado, F.S.C., 40 anos, e sua mulher, S.I.M.P.B.S.C. (a idade não foi divulgada), abriram uma empresa de revenda de tintas na zona oeste de Londrina em agosto do ano passado, conseguiram abrir conta em dois bancos diferentes e passaram a comprar com cheques pré-datados. Para facilitar a compra, eles sempre estavam acompanhados de dois filhos pequenos. Eles preferiam roupas de grife, jóias, bebidas finas, equipamentos eletrônicos e perfumes. As compras ultrapassavam, em muitos casos, os R$ 7 mil.
Sakuma relatou que, na última sexta-feira, F.S.C esteve no plantão policial para queixar-se que um credor havia recolhido 100 latas de tinta de sua loja por falta de pagamento. No sábado, segundo o delegado, algumas vítimas procuraram o plantão policial para dar queixa contra o empresário, que declarou à polícia ser engenheiro agrônomo. ''Como não havia o flagrante, ele foi liberado'', destacou Sakuma.
Entretanto, ontem pela manhã, algumas vítimas, temendo que o empresário fugisse da cidade, fizeram campana em frente ao prédio de F.S.C., também na zona oeste. A polícia foi acionada e o casal foi conduzido até a delegacia para prestar esclarecimentos. Em face dos relatos das muitas vítimas, o delegado pediu a prisão preventiva do casal e solicitou que fossem autorizadas buscas, tanto no apartamento quanto na empresa da família.
O empresário Rodrigo Geraldelli, de Maringá, contou que F.S.C. esteve em sua loja no início de outubro e comprou cerca de R$ 2,3 mil em equipamentos eletrônicos e produtos de perfumaria e pagou com cheque. ''Ele usou cheques de três bancos diferentes, todos em nome da sua mulher'', revelou Geraldelli.


