Arquivo FolhaViolênciaDirlene matou Celi Menezes Rosa com uma facada na barriga, cinco dias depois de discutir com a irmã dela na sala de aulaCondenado o casal suspeito da morte da estudante Celi Menezes Rosa, 14 anos, ocorrida no dia 30 de setembro do ano passado, em Curitiba. O julgamento terminou na manhã de ontem, 24 horas depois de iniciado. As sentenças foram anunciadas pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Luiz Zarpelon. Claudemir Fontana Borba recebeu uma pena de 20 anos de prisão. Dirlene Paczkowski, 17 anos e quatro meses. As condenações: homicídio qualificado, duas tentativas de assassinato e lesões corporais. A defesa deve recorrer da decisão.
O crime ocorreu na saída do Colégio Papa João XXIII, do bairro Novo Mundo, Zona Sul de Curitiba. Dirlene havia discutido com a colega de sala Elizabeth Menezes Rosa em 25 de setembro. Cinco dias depois, ela marcou um encontro com seu namorado, Borba, na frente da escola. O casal esperou Elizabeth, que saiu acompanhada pela irmã, Celi. Mesmo com o local movimentado pela presença de muitos estudantes, Borba partiu na direção de Elizabeth e disparou três tiros, errando todos os tiros.
Flagrado por outra aluna do colégio, Elisabete Portugal, Borba voltou a disparar, agora na testemunha. Para sorte da estudante, ele demonstrou falta de pontaria novamente e errou os dois tiros que deu. Enquanto isso, sua namorada sacava uma faca e investia contra Celi, que estava assustada com a confusão. Dirlene deu uma facada certeira na barriga da vítima, que morreu pouco depois. Antes de o casal fugir, Borba disparou mais uma vez e aí conseguiu acertar o pé esquerdo do aluno, Daniel Gomes da Silva.
Claudimir Fontana Borba e Dirlene Paczkowski acabaram detidos pouco depois. No balanço do episódio, a má pontaria dele evitou que o crime tivesse maiores proporções, apesar da morte de Celi Menezes Rosa. Por sete votos a zero, os jurados consideraram ‘‘fútil’’ o motivo do assassinato. O promotor Celso Ribas só falou sobre o resultado do julgamento no final da tarde de ontem, após ter descansado das 24 horas ininterruptas de trabalho. Ele disse que ficou satisfeito. ‘‘Foi uma decisão absolutamente justa’’, comentou.
Segundo o promotor, dificilmente vai haver novo julgamento. ‘‘Tudo foi visto por muitas testemunhas’’, lembrou. ‘‘O máximo que pode acontecer é a redução das penas’’, ressalvou.

mockup