A manhã de sábado começou violenta em Londrina, com um duplo homicídio no Jardim Bandeirantes, zona oeste. O crime aconteceu por volta das 7 horas, no ponto de ônibus da rua Serra dos Parecis, quase esquina com Avenida Serra da Esperança. A empregada doméstica Joana Bezerra Ribeiro, 32 anos, e o fosseiro Cláudio de Alcântara, 26, foram mortos por uma pessoa ainda não identificada.
De acordo com o delegado Marcos Belinati, o casal estava no ponto de ônibus quando surgiu uma pessoa armada que desferiu um golpe de faca atingindo profundamente o pescoço de Joana. Uma testemunha que não quis se identificar contou que, depois de caída, Joana ainda levou dois tiros, morrendo na hora.
Ainda segundo a testemunha, nesse momento Cláudio saiu correndo e gritando por socorro. O autor do homicídio recarregou a arma e o perseguiu, atingindo-o no peito. Cláudio foi socorrido pelo Siate e morreu dentro da viatura. ''Tudo indica que seja um crime passional'', acredita o delegado, que designou a equipe de plantão e a Polícia Militar para tentar localizar o criminoso nas imediações. ''Mas, no caso de o crime ter sido premeditado, alguém já deveria estar esperando por ele para agilizar a fuga'', deduz Belinati.
Joana e Cláudio moravam há cerca de 15 dias na Rua Serra das Palmeiras, 201, em dois cômodos nos fundos da casa de Lazinha Cândida Nantes, que diz não ter tido tempo para conhecer melhor seus inquilinos. De acordo com ela, o casal costumava sair cedo e voltar à tarde, quase sempre juntos. Praticamente não tinham móveis, só um colchão e um fogão comprado recentemente. Lazinha conta ainda que eles costumavam fazer as refeições na padaria próxima à casa. Foi lá que Cláudio e Joana passaram, momentos antes de se dirigirem ao ponto de ônibus e serem mortos, para comprar R$ 0,20 em balas.
Cláudio era casado com Ângela Maria da Costa Âlcantara, 30 anos, com quem tinha duas filhas. Separados há um mês, o casal morava na rua Telêmaco Borba, 449, no Novo Bandeirantes. Ela ficou sabendo do crime pelo rádio e foi até o IML reconhecer o corpo do ex-marido, mas não tem idéia de quem seria o autor do crime.
Somente uma pessoa que se identificou como concunhado de Joana esteve na 10 Subdivisão Policial, mas não conseguiu liberar o corpo por não ser parente próximo. Segundo ele, Joana deixou o marido há 15 dias, com quem tinha dois filhos adolescentes. Sua família seria de Jaguapitã.
De acordo com o delegado Marcos Belinati, o inquérito para apurar o crime será presidido pelo delegado do 3º Distrito Policial, Carlos Marcelo Sakuma.

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