Casal é agredido em frente de casa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de outubro de 1997
Lucinéia Parra Maringá 
Marcos NegriniNatal Fabro e a mulher Joana da Silva na delegacia: casa apedrejada e agressões físicasO casal Natal Fabro, 66 anos, e Joana da Silva Pereira, 43 anos, registrou queixa na Delegacia de Paiçandu (10 quilômetros de Maringá) contra Fábio Júnior Rodrigues de Camargo e o pai dele, Celso Rodrigues de Camargo, por agressão física. Amigos de Fábio e irmãos dele também participaram da agressão e foram denunciados pelo casal.
Fabro ficou com a mão e o braço esquerdo machucados por pauladas que teria recebido de um dos agressores. Além de Fabro e Joana, também prestou queixa por agressão Raimunda Pereira da Silva, 72 anos, que mora com o casal. Ela teve a perna esquerda ferida ao cair depois de uma discussão com os agressores.
Na denúncia, Fabro contou que Fábio e um amigo começaram a jogar pedras em sua casa, por volta das 19h30 de domingo, danificando o telhado da residência. Fábio era namorado da filha do casal, Solange Pereira da Silva, 15 anos, que está grávida de dois meses. A mulher, Joana, estava dentro da casa e teria saído para conversar com o irmão de Fábio, que chegou logo após o incidente, para explicar o que havia acontecido.
Segundo ela, o irmão de Fábio não quis ouvir as explicações e a atingiu com um soco no rosto. Naquele momento, conforme o depoimento do casal, várias pessoas começaram a chegar no local, inclusive o pai de Fábio, Celso Rodrigues de Camargo. Na discussão, um dos amigos de Fábio pegou um pedaço de madeira e uma barra de ferro e começou a quebrar os vidros da casa.
Fabro foi ferido com um pedaço de bambu, na barriga, por um dos amigos de Fábio. Eu estava quieto em minha casa e eles chegaram jogando pedra no telhado e depois começaram a me bater, disse Fabro. Durante a briga, segundo o casal, apareceu Marcelo Teodoro, que se identificou como primo de Celso Rodrigues.
Marcelo teria dito que era suplente de delegado e que por isso poderia invadir a casa. Ele também teria afirmado que poderia tirar o casal da casa em 24 horas. Segundo Fabro, dois homens que ele não conseguiu identificar estavam armados na frente da casa dele na noite de anteontem. Ontem à tarde, Fabro, Joana e Raimunda estiveram na delegacia para retirar a queixa contra Marcelo Teodoro. Ele realmente não fez nada, apesar de ter dito que era suplente de delegado, afirmaram.
Um advogado que não se identificou disse à Folha que Marcelo é assessor da prefeitura e que não estaria envolvido na agressão. Contra os demais, Fabro disse que iria manter a denúncia.


