Marcos Zanatta
De Maringá
O pedreiro Pedro Salomão e a mulher dele, Ana Maria Gonçalves dos Santos Salomão, que moram em Marialva (17 km ao norte de Maringá), estão denunciando o descaso da Justiça e da polícia para o estupro da filha deles, J.A.G., 20 anos, que tem problemas mentais. O principal suspeito é o cunhado da mãe da vítima, o autônomo Antônio Prosdócimo. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado porque não existiam provas do crime.
Salomão conta que no dia 1º de janeiro reuniu a família em casa para um almoço. Prosdócimo, que frequentava a casa sem problemas também participou. No final da tarde, Salomão disse que dormia no quarto e a mulher lavava roupa nos fundos da casa, quando Prosdócimo foi até a sala. ‘‘Ele disse que ia assistir televisão com milha filha’’, contou o pai da menina. Segundo Salomão, o cunhado pegou J., que não fala, levou até o banheiro e praticou o estupro.
‘‘Nós não ouvimos nada, percebemos só depois que encontramos ela no banheiro com o rosto marcado e toda machucada’’, disse chorando a mãe. Salomão conta que quando viu a situação da filha já descofiou do cunhado e chegou a agarrar ele, mas os vizinhos interferiram e Prosdócimo fugiu. Os pais revelaram que apesar do exame no IML não estar pronto, o médico confirmou o estupro.
‘‘Mesmo assim ele está solto’’, lamenta a mãe. Segundo a Polícia Civil de Marialva, para concluir o inquérito é preciso o laudo o IML, que deve sair até o final da semama. Com o laudo será pedida a prisão de Prosdócimo, que segundo os familiares está na cidade.