As investigações sobre o assassinato da aposentada Genoeva Précoma, 81 anos, e Elisabeth Ville Bruna, 41 anos, podem se encerrar entre hoje e amanhã. A intenção do delegado Hormínio de Paula Lima Neto, da delegacia de São José dos Pinhais, é entregar a juíza da 1ª Vara Cível, Marcelise Weber Lorite, o resultado das investigações que incriminam o casal de namoradas Ágata Cristina Précoma, 18 anos, e Vanessa Quinterino Naves, 19 anos, acusadas de terem matado a mãe e avó de Ágata. Hormínio pretende também pedir a prisão preventiva das jovens.
O delegado afirma que o resultado da investigação indica que as únicas responsáveis pelo assassinato seriam as duas jovens. ‘‘Todas as evidências derrubam a segunda versão de Ágata e Vanessa, que negam a autoria do crime’’, diz o delegado. As duas confessaram no primeiro depoimento ter entrangulado a avó, Genoeva Précoma, e a mãe de Ágata, Elisabeth Ville Bruna. O crime teria acontecido porque elas não concordavam com o namoro das garotas, que são defendidas pelo advogado Osmann de Oliveira, o mesmo do julgamento de Celina e Beatriz Cordeiro Abagge.
Hormínio diz que vai pedir a prisão preventiva das duas jovens, por 30 dias, para poder acrescentar outras provas contra as jovens. ‘‘O essencial, que deve incriminar as duas, foi apurado, mas alguns detalhes devem ser averiguados para não deixar brechas na acusação’’, afirma o delegado. A principal prova da polícia são duas testemunhas para quem elas teriam confessado o duplo homicídio.
Elas deve ser levadas a júri popular e, se condenadas, podem pegar de 12 a 30 anos de prisão por cada crime. Por orientação do advogado, as garotas se recusam a falar com a imprensa. Elas foram aconselhadas pela juíza de São José dos Pinhais, Marcelise Lorite, a não repetir as fotos de beijo que fizeram depois do depoimento, o que teria causado a tentativa de linchamento.

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