Casal de namoradas pode ter prisão preventiva decretada
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de julho de 1998
Israel Reinstein 
As investigações sobre o assassinato da aposentada Genoeva Précoma, 81 anos, e Elisabeth Ville Bruna, 41 anos, podem se encerrar entre hoje e amanhã. A intenção do delegado Hormínio de Paula Lima Neto, da delegacia de São José dos Pinhais, é entregar a juíza da 1ª Vara Cível, Marcelise Weber Lorite, o resultado das investigações que incriminam o casal de namoradas Ágata Cristina Précoma, 18 anos, e Vanessa Quinterino Naves, 19 anos, acusadas de terem matado a mãe e avó de Ágata. Hormínio pretende também pedir a prisão preventiva das jovens.
O delegado afirma que o resultado da investigação indica que as únicas responsáveis pelo assassinato seriam as duas jovens. Todas as evidências derrubam a segunda versão de Ágata e Vanessa, que negam a autoria do crime, diz o delegado. As duas confessaram no primeiro depoimento ter entrangulado a avó, Genoeva Précoma, e a mãe de Ágata, Elisabeth Ville Bruna. O crime teria acontecido porque elas não concordavam com o namoro das garotas, que são defendidas pelo advogado Osmann de Oliveira, o mesmo do julgamento de Celina e Beatriz Cordeiro Abagge.
Hormínio diz que vai pedir a prisão preventiva das duas jovens, por 30 dias, para poder acrescentar outras provas contra as jovens. O essencial, que deve incriminar as duas, foi apurado, mas alguns detalhes devem ser averiguados para não deixar brechas na acusação, afirma o delegado. A principal prova da polícia são duas testemunhas para quem elas teriam confessado o duplo homicídio.
Elas deve ser levadas a júri popular e, se condenadas, podem pegar de 12 a 30 anos de prisão por cada crime. Por orientação do advogado, as garotas se recusam a falar com a imprensa. Elas foram aconselhadas pela juíza de São José dos Pinhais, Marcelise Lorite, a não repetir as fotos de beijo que fizeram depois do depoimento, o que teria causado a tentativa de linchamento.


