Casal de cadeirantes sofria com goteiras e degraus
Londrina - Para outro casal que mora no Residencial Vista Bela, a dona de casa Maria Vanderlânia e o comerciante Antônio Arruda, ambos cadeirantes, a conquista da casa foi logo depois deles terem oficializado o matrimônio. "Foi uma coincidência. Antes morávamos em uma casa alugada pela qual pagávamos R$ 200 de aluguel, mas a casa não era adaptada para cadeirantes em relação à acessibilidade. O imóvel possuía goteiras e tinha degraus que dificultavam a minha locomoção", relatou Maria.
O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), José Roberto Hoffman, explicou que a reserva de vagas para cadeirantes e idosos está definida pelo Estatuto do Idoso e por uma resolução do Ministério das Cidades, que determina a prioridade para famílias residentes em áreas de risco ou insalubres ou que tenham sido desabrigadas, famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar e famílias de que façam parte pessoas com deficiência.
"Nós separamos em dois grupos: 75% das famílias possuem alta vulnerabilidade, se encaixam em três ou quatro critérios estabelecidos pelo Ministério das Cidades, e 25% possuem média vulnerabilidade, atendendo entre dois e três critérios. Os casos que possuem cinco dos critérios de vulnerabilidade previstos no programa são raros e caso sejam constatados entram direto no programa", explicou.
Distrito Federal, estados, municípios e entidades organizadoras podem estabelecer até três critérios adicionais de priorização. (V.O.)





