A experiência do vendedor autônomo Douglas Faria de Souza foi fundamental para a fundação do Grupo de Apoio aos Pacientes com Câncer (Gapaccan), que funciona em Londrina desde o dia 27 de junho. Quando sua filha Cíntia tinha 9 anos, a família descobriu que ela tinha leucemia, tipo de câncer que ataca o sangue e costuma acometer pacientes muitos jovens. Durante 10 anos, o vendedor e sua esposa, Emília Aparecida de Souza, lutaram contra a doença. O cotidiano dos tratamentos colocou o casal em contato com outros pacientes, muitas vezes em situação pior que a enfrentada por eles. Nesse contexto de tristeza, surgiu a idéia de fundar uma Organização Não Governamental (ONG) para apoiar esses doentes.
Com a filha curada, hoje aos 24 anos, Douglas de Souza teve tempo para concretizar seu projeto. Passou a vender sacos de lixo de porta em porta para arrecadar recursos e fundar o Gapaccan, que conta com a ajuda de cinco voluntários. O grupo funciona no Jardim Interlagos (zona leste) e vai atender principalmente os doentes carentes que não possuem condições de manter o tratamento.
‘‘Durante o tratamento de minha filha, percebi que muita gente não tinha dinheiro nem para comer, quanto mais para pagar ônibus até o local dos exames ou comprar remédios. São essas pessoas que nós queremos ajudar, através da entrega de cestas básicas, passes e remédios’’, disse.
Sem fonte própria de recursos, a ONG espera sobreviver com a ajuda da comunidade. Atualmente, funciona em imóvel alugado por R$ 250,00 mensais, cujo pagamento está sendo bancado por Cíntia. Além das doações em dinheiro, a associação precisa de um carro e material de construção para levantar uma sede em terreno próprio, onde pretendem construir um espaço para abrigar pacientes de outras cidades. Em Londrina, a Casa de Apoio Madre Leônia Milito já oferece este serviço.
Quem quiser ajudar pode entrar em contato pela telefone (43) 339-0250, ou comparecer ao Gapaccan, na Rua das Bananeiras, 218, Jardim Interlagos (zona leste).

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