Boa Esperança - O casal de namorados Fabiano Fragoso, 20 anos, e Susana Vergutz Vargas, 22, se apresentou ontem à delegacia de Boa Esperança (56 km a oeste de Campo Mourão) e confessou o assassinato do médico Francisco Peixoto Sobrinho, 56. O crime aconteceu na quarta-feira da semana passada numa estrada rural a cinco quilômetros da cidade.
Fragoso disse em depoimento à polícia que matou o médico porque havia descoberto há cerca de oito meses que ele havia tido um caso com Susana. O rapaz, que era frentista de um posto de combustível que até recentemente pertencia a Peixoto, contou que seu ódio foi aumentando com o tempo porque o médico lhe zombava quando ia abastecer o carro.
Na versão contata ontem pelo casal, Fragoso comprou o revólver calibre 32 com o intuito de matar Peixoto e pediu a ajuda da namorada. Foi Susana quem ligou para o médico, na noite do crime, de um orelhão, marcando um encontro. O local foi sugerido pelo médico. Susana e Fragoso chegaram antes à estrada rural. Quando Peixoto chegou, o rapaz saiu de um matagal e o matou.
Os namorados foram os primeiros suspeitos do crime devido ao desentendimento que o rapaz havia tido com o médico no ano passado, mas eles apresentaram álibis e a própria polícia já descartava seu envolvimento quando surgiram contradições em depoimentos. Susana negava que tivesse mantido um caso com Peixoto, mas apareceram testemunhas dizendo o contrário.
Ainda ontem à tarde, a polícia fez uma reconstituição do crime. O Corpo de Bombeiros procura cápsulas das balas que Susana teria jogado numa fossa da casa dela. A princípio o casal vai responder pelo crime em liberdade. Peixoto era dono do único hospital de Boa Esperança. A cidade de 5 mil habitantes não registrava um homicídio desde 1992

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