O radialista José Makiolke, mais conhecido como Zezão, e a professora Uyara Cecy Makiolke podem ser consideraum casal apaixonado por cachorros de rua. A solidariedade canina está presente na vida deles há pelos menos sete anos. E a prioridade é resgatar animais em estado terminal, aqueles com fraturas, doenças e infecções graves de pele, do tipo que assusta quando são vistos na calçada. ''Só pegamos animais fuzilados. Aquele que tem chance de sobreviver sozinho, conseguir comida na rua, não trazemos pra casa'', contou Uyara.
O objetivo do casal é dar um desfecho feliz a histórias que começam mergulhadas na tristeza. Uyara lembra muito bem do dia que encontrou a ''Menininha'' com um dos olhos pendurados. ''Ela passou por um cirurgia de reconstituição do globo ocular no Hospital Veterinário e ficou dois meses em tratamento, a base de antibióticos e antiinflamatórios. Ela se recuperou, mas perdeu a visão'', relatou.
Outro caso que chama a atenção é o de ''Lindinho'', um vira-lata que conquistou o coração da família. Cheio de vermes, com inflamação no ouvido e sarna, passou quase dois meses agonizando em um ponto de ônibus perto da Avenida Inglaterra. Sobrevivia graças aos restos de comida jogados por um dono de restaurante do bairro. O cão, que por conta das doenças não tinha mais pêlo, ficou dois meses em tratamento no Hospital Veterinário da UEL. ''Somente seis meses depois ele ficou bom. E descobrimos que o pêlo dele era branco e não preto, como todo mundo pensava''.
Incluindo os ''originais'' da família, o casal cuida atualmente de 15 cachorros, todo saudáveis, que consomem em média 50 quilos de ração por mês. A casa já abrigou mais de 30, mas o número caiu com o tempo. ''Hoje, pegamos os cães e seguramos por pouco tempo, até o final do tratamento e até conseguir uma adoção'', afirmou Zezão. O casal acabou de construir um grande canil, divido em dois compartimentos, para acomodar melhor os bichos. (G.G)

mockup