Foz do Iguaçu O Setor de Homicídios da 6 Subdivisão Policial (SDP) está investigando a morte por espancamento de um bebê de um ano e três meses em Foz do Iguaçu. O padrasto Roberto Eleutélio e a mãe da menina Zélia Aparecida Vieira estão presos desde sexta-feira acusados do assassinato. Os dois negam o crime.
A suspeita de agressão partiu dos médicos da Santa Casa Monsenhor Guilherme que atenderam Karyelen Vieira. Ela foi internada às 14h30, segundo o casal, por suspeita de alergia que teria provocado ''manchas roxinhas''. Vinte minutos depois, o bebê entrou em óbito. Exame realizado por médicos legistas constatou a fratura de uma vértebra, rompimento do fígado, pâncreas, hemorragia interna no abdome e a existência de vários hematomas. O laudo revela ainda que as lesões ocorreram 12 horas antes do óbito.
Ontem, outros exames foram realizados, entre eles um para verificar possível existência de resíduos de pele da criança sob as unhas de Eleutélio. Os resultados devem ser ficar prontos no prazo de um mês.
O delegado-ajunto da 6 SDP, Walter Oliveira, vai indiciar Eleutélio por homicídio doloso, crime com pena prevista de 12 a 30 anos de prisão. Ele suspeita que Zélia não estaria em casa no momento do crime, por isso vai aprofundar a investigação antes de indiciá-la.
Em seu depoimento, Eleutélio jurou inocência. Zélia disse que nunca bateu na filha e jamais viu o companheiro agredi-la.

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