Casais têm preferência por recém-nascidos
Casais têm preferência
por recém-nascidos
Decebal Andrei observa que existem duas filas: a de adotantes e de adotivos. Quando a criança é recém-nascida, há 10 pessoas para cada criança. À medida que a criança vai crescendo, esta proporção se inverte: com seis, sete anos,
existem 10 crianças adotivas e uma pessoa interessada, compara.
A promotora da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Edina Maria Silva de Paula, confirma que os casais interessados na adoção, geralmente, procuram recém-nascidos e gostam de escolher a cor e o sexo. Dificilmente se consegue colocar em uma casa uma criança com mais de um ano de idade. Ela lembrou do caso de uma menina de 13 anos que está em uma instituição da cidade e cadastradas há três anos, esperando ser adotada.
Na opinião da promotora, a preferência dos casais por recém-nascidos se dá porque eles querem moldar o filho adotivo aos hábitos e cultura deles. Se for uma criança com mais idade, eles acham que é mais difícil de integrar, explicou. Mas eles têm que entender que toda paternidade dá trabalho, independente de ser adotivo ou biológico.
Segundo Edina Paula, a adoção tardia traz muitos reflexos positivos. Um deles é que minimiza os problemas da adolescência desviada. A grande maioria dos adolescentes delinquentes não teve referencial de família. (L.O.)





