Uma casa transitória para abrigar crianças e adolescentes em situação de risco que forem retiradas das ruas foi o assunto discutido ontem de manhã, durante reunião realizada no Fórum (zona sul de Londrina). Participaram a promotora da Vara da Infância e Juventude, Solange Novaes da Silva Vicentin, a presidente do Conselho Tutelar, Ana Regina Chepak de Souza, e representantes da secretaria municipal de Ação Social, entre outros.
Ana Regina ressalta que a instalação de uma casa transitória deve ocorrer o mais rápido possível porque as casas-abrigo que existem atualmente estão com a capacidade esgotada. Segundo ela, durante os plantões noturnos, o maior problema é com os adolescentes. ‘‘O Lar Anália Franco recebe as crianças até 5 anos, mas os locais que abrigam adolescentes estão cheios’’, observa.
Além das duas casas-abrigo da Prefeitura, outros locais que recebem crianças e adolescentes são a Casa do Bom Samaritano, a Comunidade Evangélica de Libertação (CEL) e o Núcleo Social Evangélico de Londrina (Nuselon).
Ana Regina informa que a casa transitória seria um local de referência para a Polícia Militar, quando forem feitas abordagens de crianças e adolescentes nas ruas. Eles seriam levados para esta casa, onde ficarão o menor tempo possível, suficiente para fazer a triagem e serem encaminhados para um outro local adequado.
A Prefeitura firmou convênio com o Governo do Estado e possui recursos para a locação, compra de equipamentos e manutenção da casa transitória e de uma casa-abrigo. A idéia inicial é de instalar a casa transitória, mas, de acordo com Ana Regina, está havendo dificuldades em encontrar um local adequado. ‘‘Quando o dono da casa fica sabendo para que irá servir, desiste.’’
Nova reunião para discutir o assunto será realizado no próximo dia 6, às 9 horas, desta vez com representantes da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Em novembro do ano passado, a Acil se dispôs a arcar com despesas dos funcionários que trabalharão nas duas casas.

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